quinta-feira, 21 de julho de 2011

CLUBES DE FUTBOL - ARENAS DA COPA - PODM TER EMPRESTIMO DO BNDES SUPENSO POR DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL











“ASPAS”
ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS
SEU NORTE E SUL, LESTE E OESTE NOS TRANSPORTES COLETIVOS.
EM DEFESA DOS SEUS DIREITOS
CNPJ: 97.396.626/0001-09
www.aspascard.blogspot.com
aspasassociacaodospassageiros@gmail.com aspasassociacaodospassageiros@hotmail.com
AV. LUIZA FONTINELLE, 300 – ENTRADA DA EMBRATEL – BAIRRO CIDADE SATÉLITE - TANGUA – RIO DE JANEIRO.
3087.8742 ¬- 8342.4789 – 9101.1464 - 4062.0852 - RAMAL 1790
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da -- Vara Cível da Justiça Federal
RIO DE JANEIRO – CAPITAL
URGÊNCIA
RELEVANTE VALOR SOCIAL
Processo n°.


“ASPAS” – ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, inscrita no CRCPJ sob nº. 89.897, CNPJ nº. 97.396.626.0001-09, órgão de defesa dos direitos dos usuários de transportes coletivos, voltada única e exclusivamente para a busca constante da melhoria da qualidade de vida dos passageiros, do conforto, segurança, preço das tarifas e assiduidade nos horários em todas as modalidades de transportes, e ao efetivo cumprimento dos artigos 1º. Art. 2º. Art. 3º. Art. 6º. Art. 30º da LEI 8.987 / 1995 (DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS) e LEI FEDERAL 8.666 / 93, constituída na forma do artigo 5º. – XVIII, 5º. 5º. LXIX, b: LXX, LXXIX; LXXVII; LXXVIII, §1º. LXX, 37, XXII, $ , I, II, III, Art. 230, § 2º da Constituição Federal. Art. 175, LEI 7.347 / 95, artigo 5º, 82, Art. 6ª. CPC. Lei 8.078 / 90, art. 110, vem mui respeitosamente, por seu advogado signatário desta ajuizar a presente :
AÇÃO CIVIL PÚBLICA
COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA
Em face de:
01) UNIÃO FEDERAL, neste ato representada pela Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal - PGF, da Procuradoria-Geral da União - PGU, da Procuradoria-Regional Federal no Estado do Rio de Janeiro – RJ;
02) ME – MINISTÉRIO DO ESPORTE, com sede na Esplanada dos Ministérios, Bloco “A” – Cep: 70.054-906 – Brasília – DF – Tel: (61) 3217.1800 – www.esporte.gov.br - neste ato representado pelo Exmo. Sr. Ministro Orlando Silva de Jesus Junior, pela Consultoria Jurídica do Ministério do Esporte e da Procuradoria Federal no Estado do Rio de Janeiro;
03) BNDES – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL, CNPJ -----------------------, neste ato representado pelo Exmo. Sr. Presidente Dr. Luciano Coutinho, com sede na Avenida República do Chile, 100 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil - 20031-917 Tel: +55 21 2172-7447 - Cep: ---------------.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF, associação civil de finalidades desportivas, sem intuitos lucrativos, inscrita no CNPJ sob no. 33.655.721/0001-99, com sede na Rua Victor Civita, nº. 66 – B1 – Edifício 5 – 5º. Andar – Barra da Tijuca – Cep: 22775-040, www.cbf.org.br - neste ato representada pelo Presidente Senhor RICARDO TEIXEIRA;
LITISCONSORTE PASSIVO NECESSÁRIOS
TODOS OS CLUBES BRASILEIROS DE FUTEBOL QUE PRETENDEM CONSTRUIR / REFORMAR ESTADIOS VISANDO SEDIAR JOGOS DA COPA DO MUNDO DE 2014 UTILIZANDO VERBAS PÚBLICAS PARA REALIZAÇÃO DE OBRAS, ESPECIALMENTE EMPRESTIMO DO BNDES E SE LOCUPLETAREM COM ISENÇÃO DE IMPOSTOS.
Preliminarmente quer o autor antecipar e esclarecer o que segue:
Neste inicio do mês de julho de 2011, a imprensa levantou a informação que o BNDES iria emprestar uma quantia bilionária e tornar-se sócio de uma das maiores NEGOCIATAS JÁ TRAMADAS NO BRASIL. Uma operação que estava sendo realizadas às escuras, com anuência do Governo Federal e Ministérios. A fusão, cisão ou junção do SUPERMERCADO CARREFOUR, CASINO E GRUPO PÃO DE AÇUCAR. Se não fosse a PRESSÃO DE TODA A MÍDIA NACIONAL 4.5 MILHÕES DE REAIS SERIAM TRANSFERIDOS PARA A INICIATIVA PRIVADA SEM NENHUM BENFÍCIO PARA TODA A SOCIEDADE. Diga “ an passant ” seria imputado sim a cartelização dos preços com evidente monopólio de mercado. A imprensa agiu e fez sucumbir, levou à pique, sem nenhuma ingerência do judiciário, mesmo diante da insistência do Governo em declarar que era bom para o Brasil.
DA LEGITIMIDADE ATIVA
A “ASPAS” ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, constituída há mais de anos, está jurídica, constitucional e vocacionalmente amparada, sendo, portanto parte legítima para requerer a presente medida.
Por definição apresentada na legislação, marco regulatório dos transportes coletivos e legislação concessionária permissionária dos serviços públicos, é a ASPAS ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, órgão responsável à atividade coadjuvante, auxiliadora, fiscalizadora, cabendo a esta zelar pela defesa, direitos, segurança conforto, qualidade, tarifas e pelos interesses sociais, individuais indisponíveis, coletivos e melhoria dos serviços públicos concedidos de transportes coletivos.Tal escopo se encontra inserido entre as funções elencadas existentes na LEI Nº. 7.347/85, Art. 5º, LEI 8.987/95, em vasta legislação federal, estadual e municipal regulatórias da atividade dos serviços de transportes coletivos BEM COMO ASSECURATÓRIA DA EFETIVA PARTICIPAÇÃO DOS USUÁRIOS NESTAS MODALIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.
Para propor a ação a que aqui se alude, dispõe a Lei nº. 7.347 / 85, sobre os órgãos que estão legitimados a fazê-lo, acompanhando a Constituição Federal, de forma expressa, ao também atribuir a função da associação constituída há mais de anos.
Não obstante a Lei 7.347 / 85 e a Lei 8.078 / 90, art. 82, atribuem legitimação ativa à associação.
Na ocorrência de situação aflitiva aos interesses e direitos dos consumidores usuários de transportes coletivos, a Lei nº. 8.078/90 admite a possibilidade de apreciação da questão em juízo ( Art. 81 ), sendo possível a associação motivar o judiciário para tanto, conforme o disposto no art. 82, I do referido Código de Defesa do Consumidor.
Por conseguinte, cumpre dizer que a Constituição Federal e o CDC outorgam a esta associação o mister para propor ação civil publica em defesa dos interesses sociais, difusos, coletivos e individuais homogêneos, como os direitos do consumidor, maiormente, no que tange à, defesa dos usuários de transportes coletivos.
Nesse sentido, a jurisprudência do STJ tem reconhecido a relevância social, admitindo assim a legitimidade ativa da ASPAS ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, em se tratando desta discussão aos seguintes temas: Licitação dos serviços públicos de transportes coletivos, cancelamento de multas, liberação de veículos apreendidos sem pagamento antecipado de tributos, reboques, estadias, conforto, segurança, reajustes de tarifas de transportes coletivos.
No caso em tela, a legitimação da ASPAS ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, se justifica na proteção dos interesses individuais homogêneos – aqueles “assim entendidos os decorrentes de origem comum”, nos termos do II do parágrafo único, do Art. 81 da Lei nº. 8.078/90 – dos usuários de transportes coletivos ante a conduta flagrantemente abusiva, malversação e aplicação indevida das verbas publica perpetradas pelos agentes públicos e empresas Concessionárias, permissionárias dos serviços públicos, estando, in casu, configurada a relevância social, visto que a causa abragente de pessoas, atingidas pela medida potencialmente lesiva; e, o interesse publico, este de extrema importância, na medida que afeta direitos.
OBJETIVO DA AÇÃO CIVIL PUBLICA
A presente Ação Civil Publica tem como escopo a defesa dos interesses da coletividade de consumidores e usuários que faz uso dos serviços de TRANSPORTE COLETIVO METROVIÁRIO - FERROVIÁRIO – RODOVIÁRIOS – ACQUAVIÁRIOS e AÉREOS, em função da UTILIZAÇÃO DE VERBAS DA UNIÃO, DO BNDES, (BANCO DO POVO PARA O POVO) ISENÇÃO DE IMPOSTOS E FAVORECIMENTOS POR PARTE DO ESTADO E MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO, para CLUBES DE FUTEBOL E OU AGREMIAÇÕES ESPORTIVAS SEM AS DEVIDAS CAUTELAS, GARANTIAS, CONTRA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. TODOS OS CLUBES DE FUTEBOL, SEM EXCEÇÃO, ESTÃO TODOS FALIDOS, DEVENDO BILHÕES DE REAIS A TODOS OS ORGÃOS PUBLICOS. CONTRARIANDO A IMENSA BUROCRACIA DO BNDES, PARA CONCESSÃO DE EMPRESTIMOS, VULTOSAS QUANTIAS ESTÃO SENDO LIBERADAS, CONFORME SERÁ DEMONSTRADO A SEGUIR.
Por todo o exposto, a ASPAS – ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, na qualidade de AGENTE FISCALIZADOR, donde se destaca, no caso em tela, a Constituição, como a Lei Magna Fundamental de nosso Estado, Lei 8.987/95, art. artigos 1º. Art. 2º. Art. 3º. Art. 6º. 7º. 9º. 14°. 23°. VI, 26°. Art. 30º, PARAGRAFO ÚNICO, 31, III, V, 41°, da LEI 8.987 / 1995 (DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS) e LEI FEDERAL 8.666 / 93, CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ato normativo que toda e qualquer relação de consumo, diante da periclitância dos direitos básicos e fundamentais dos consumidores usuários desses serviços BÁSICOS ESSENCIAIS, vem à Juízo para que este componha esse conflito de interesses e restabeleça a ordem jurídica infringida, aviltada, destroçada conforme tem noticiado diariamente toda imprensa e assegure a defesa de suas prerrogativas e direitos previstos e garantidos constitucionalmente.
DA COMPETENCIA DA JUSTIÇA FEDERAL
A competência da Justiça Federal é indiscutível nos termos do artigo 109, I da Constituição Federal, uma vez que figura no pólo passivo a UNIÃO FEDERAL, MIISTÉRIO DO ESPORTE, órgãos federais e que dessarte, possui foro na Justiça Federal.
Por outro lado, no pólo passivo da presente ação civil pública, se encontra também o BNDES, uma autarquia federal, com competência de atuação em todo o território nacional. Dessarte, indiscutível a competência desse Juízo Federal para julgamento da presente ação civil publica, quer em razão das pessoas quer em razão da matéria.
DA INCLUSÃO DOS REUS NO POLO PASSIVO DA AÇÃO
A legitimidade passiva do MINISTÉRIO DO ESPORTE, BNDES e CBF, deriva dos EMPRESTIMOS FINANCEIROS aos CLUBES DE FUTEBOL, SEM AS CAUTELAS LEGAIS E EXIGENCIAIS FORMAIS DA OBRIGATORIEDADE DO PAGAMENTO, DA ISENÇÃO DE JUROS, DE TRIBUTOS e das atribuições consignadas na legislação que as criaram, no diploma legal, dispondo sobre a organização dos serviços voltados para a EXECUÇÃO E REALIZAÇÃO DOS JOGOS DA COPA DE 2014, bem como sobre a criação e funcionamento desta autarquia.
Desta forma infere-se que as partes possuem legitimidade passiva para responderem aos termos da presente ação, em face da sua condição de órgãos responsáveis pelos atos que se caracterizam em FRAGOROSA OMISSÃO, INÉRCIA, DESCASO, NEGLIGENCIA, INCOMPETENCIA CONFORME TEM NOTICIADO TODA IMPRENSA, NA ELABORAÇÃO DE PROVIDENCIAS DE FISCALIZAÇÃO, CONTROLE E TRATO PARA COM A COISA PUBLICA E PROTEÇÃO DOS DIREITOS DO CIDADÃO.
CO-AUTORIA LITISCONSORTES PASSIVOS
Do mesmo modo, ingressam no pólo passivo da demanda, na qualidade de beneficiários as demais empresas AGREMIAÇÕES ESPORTIVAS, (CLUBES DE FUTEBOL) partes na relação JURÍDICA MATERIAL QUE SE DISCUTE NOS AUTOS E CO-AUTORAS DAS IRREGULARIDADES COMBATIDAS PELA PARTE AUTORA – ASPAS – ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS – na presente ação, haja vista que estão inseridas e atuam à revelia do que estabelece o artigo 37 da Magna Carta Constitucional.
DO OBJETIVO JURÍDICO
ÂMAGO DA QUEST IURIS
“manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano , ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido”
Art. 5º $ 4º. Da Lei 4.347/ 85
O que pretende a parte autora e provocar uma ampla discussão com audiências públicas regionais, com a efetiva participação de associações representativas da sociedade sobre a realização da COPA DO MUNDO NO BRASIL. UM DEBATE ESCLARECEDOR E TRANSPARENTE SOBRE OS RECURSOS E “HERANÇAS MALDITAS” QUE SERÃO LEGADAS A SOCIEDADE QUE É NA VERDADE QUEM PAGA ESSA FANFARRA ATRAVÉS DOS IMPOSTOS, EM DETRIMENTO DOS OBRIGATORIOS SERVIÇOS ESSENCIAIS E IMPRESCINDÍVEIS.
Transferência de dinheiros públicos para entidades sabidamente falidas, insolventes, inadimplentes com gestão administrativamente temerária e financeiramente fraudulentas. O que se traduz em um ATO VISIVELMENTE DANOSO, COM CONSEQUENCIAS IMPREVISÍVEIS E SEM NENHUMA POSSIBILIDADE DE REPARAÇÃO, FATO SEM PRECEDENTE JAMAIS VISTO EM TODA A HISTORIA.
INTERESSE SOCIAL
Nada melhor, neste caso, para demonstrar, quantificar e mensurar o “INTERESSE SOCIAL” do que se reportar às matérias midiáticas dos últimos 10 (dez anos) da administração pública de todos os governos. Federal, Estadual e municipal) que se encontram disponíveis na INTERNET.
O que a imprensa nos traz diariamente em todos os seus periódicos e a TOTAL FALENCIA MORAL DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS. QUE SOMENTE PELA SUA TOTAL AUSENCIA JÁ SÃO SUFICIENTES PARA INVIABILIZAR A REALIZAÇÃO DOS JOGOS.
SAUDE PÚBLICA
HOSPITAIS – POSTOS DE SAUDE
Este assunto dispensa qualquer comentário por ser pauta diária em todos os jornais. O povo está literalmente sendo dizimado nas portas dos nosocômios. Não tem médico. Não tem gaze, esparadrapo. A única coisa que realmente tem em abundancia é pacientes jogados pelo chão e bactérias por todo o ambiente hospitalar. Reportagens especiais foram levadas ao ar, recentemente, mostrando toda a miséria, vandalismo, desvio de verbas, super faturamento e compra de aparelhos caríssimos, que jamais foram utilizados e mesmo assim se encontram abandonados em um canto, já sucateados, antes mesmo de funcionar. Os dois maiores hospitais do estado, o SOUZA AGUIAR, de responsabilidade estadual e o HOSPITAL CLEMENTINO FRAGA, na ILHA DO FUNDÃO, sob administração federal, SÃO VERDADEIROS EXEMPLOS DE DELAPIDAÇÃO E MÁ VERSAÇÃO DOS DINHEIROS E COISA PUBLICA. Os abatedouros de porcos são mais higienizados e melhor aparelhados que esses HOSPITAIS do PAÍS DA COPA.
EDUCAÇÃO PÚBLICA
Neste exato momento, enquanto este JUÍZO analisa este petitório, MILHARES DE PROFESSORES E ALUNOS se amontoam aos seus pés, aqui na PRAÇA CINELANDIA, PALCO DAS MANIFESTAÇÕES POLITICAS, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, ENQUANTO GRUPOS DE DOCENTES E DISCENTES INVADEM A SECRETARIA DE CULTURA, para denunciar O DESMANTELO E PRECARIEDADE DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E SALÁRIOS. VERBAS DAS MERENDAS DESVIADAS E AS QUE SÃO SERVIDAS SE ENCONTRAM EM ESTADO DE PUTREFAÇÃO, PROVOCANDO INFECÇÕES INTESTINAIS. MILHÕES DE REAIS SÃO GASTOS EM MATERIAL DIDATICO E CONFECCIONANDO COM CRASSOS ERROS PARA LOGO EM SEGUIDA SER INCINERADO.
SEGURANÇA PÚBLICA
ORGÃOS DE SEGURANÇA COM SUAS ATIVIDADES PARADAS – MOVIMENTOS GREVISTAS QUE TOMAM AS RUAS – MOTINS E INVASÃO DE QUARTEL GENERAL. Prisão, confinamento, cárcere privado daqueles que são responsáveis pela segurança publica.
Todos os serviços públicos estão literalmente falidos, em decomposição e putrefação, com iminente risco de inviabilizar sua função e atividade.
INUNDAÇÕES
ENCHENTES – DESMORONAMENTOS
VITIMAS FATAIS
Durante as festividades do fim de ano de 2010, Angra dos Reis, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Itaboraí, Tangua e vários outros municípios do ESTADO E DO INTERIOR DO BRASIL, natal e ano novo, quase todo o Brasil foi surpreendido com diversas catástrofes devastando diversos centros turísticos, com milhares de vítimas fatais e milhares de outras pessoas que tiverem seus lares e familiares totalmente destruídos deixando-os desabrigados. Verdadeiramente nas ruas. Ao relento Os Governos Estaduais e municipais, mesmo com consideráveis, vultosas quantias disponibilizadas para restauração, reconstrução, reurbanização das vias públicas e auxílios financeiros, alugueis sociais para os “flagelados”, até O PRESENTE MOMENTO, DECORRIDO MAIS DE 12 MESES, NADA, ABSOLUTAMENTE NADA FOI FEITO. Questionados pela imprensa sobre a aplicação das verbas destinadas especificamente para essas obras, não sabem explicar como foram gastas e nem mesmo aonde foram aplicadas. E o POVO e MUNICIPIOS em estado de CALAMIDADE PUBLICA. O estado de Pernambuco, terra do ex presidente LULA, se encontra com 27 cidades, inundadas, afogadas, isoladas de outros municípios por falta de rodovias que foram destruídas e com milhares de famílias desabrigadas.
O programa “GLOBO COMUNIDADE” do dia 17/07/2011, trouxe ao ar um desagradável debate realizado entre as AUTORIDADES LOCAIS DESSES MUNICIPIOS, sobre os desastres ocorridos e as providencias adotadas para minimizar o sofrimento daquelas comunidades e restabelecimento das atividades locais. Me sentí humilhado. Ofendido. Reduzido à rato. É bom ressaltar que eu não moro em nenhuma dessas cidades atingidas. SOU SOMENTE ESPECTADOR. Mas não me impede de também sofrer e ficar constrangido. Até agora a única providencia realmente adotada foi o sumiço de mais de 300 milhões. E o povo continua na .....
MINISTERIO DO ESPORTE
O Ministério do Esporte é responsável por construir uma Política Nacional de Esporte. Além de desenvolver o esporte de alto rendimento, o Ministério trabalha ações de inclusão social por meio do esporte, garantindo à população brasileira o acesso gratuito à prática esportiva, qualidade de vida e desenvolvimento humano.
BNDES
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL
ESTATUTO SOCIAL DO BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO E SOCIAL - BNDES


CAPÍTULO I
DA NATUREZA, FINALIDADE, SEDE E DURAÇÃO

Art. 1º O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, empresa pública dotada de personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, reger-se-á pelo presente Estatuto Social e pelas disposições legais que lhe forem aplicáveis.

Parágrafo único. O BNDES fica sujeito à supervisão do Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Art. 2º O BNDES tem sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e atuação em todo o território nacional, podendo instalar e manter, no País e no exterior, escritórios, representações ou agências.

Parágrafo único. O BNDES, para exercer fora do território nacional as atividades integrantes de seu objeto social, poderá constituir subsidiárias no exterior, nos termos da autorização constante do parágrafo único do art. 5º da Lei nº 5.662, de 21 de junho de 1971.(Incluído pelo Decreto nº 6.526, de 31.7.2008)
Art. 3º O BNDES é o principal instrumento de execução da política de investimento do Governo Federal e tem por objetivo primordial apoiar programas, projetos, obras e serviços que se relacionem com o desenvolvimento econômico e social do País.

Art. 4º O BNDES exercitará suas atividades, visando a estimular a iniciativa privada, sem prejuízo de apoio a empreendimentos de interesse nacional a cargo do setor público.
BNDES - A Empresa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), empresa pública federal, é hoje o principal instrumento de financiamento de longo prazo para a realização de investimentos em todos os segmentos da economia, em uma política que inclui as dimensões social, regional e ambiental.
Desde a sua fundação, em 1952, o BNDES se destaca no apoio à agricultura, indústria, infraestrutura e comércio e serviços, oferecendo condições especiais para micro, pequenas e médias empresas. O Banco também vem implementando linhas de investimentos sociais, direcionados para educação e saúde, agricultura familiar, saneamento básico e transporte urbano.
O apoio do BNDES se dá por meio de financiamentos a projetos de investimentos, aquisição de equipamentos e exportação de bens e serviços. Além disso, o Banco atua no fortalecimento da estrutura de capital das empresas privadas e destina financiamentos não reembolsáveis a projetos que contribuam para o desenvolvimento social, cultural e tecnológico.
Em seu Planejamento Corporativo 2009/2014, o BNDES elegeu a inovação, o desenvolvimento local e regional e o desenvolvimento socioambiental como os aspectos mais importantes do fomento econômico no contexto atual, e que devem ser promovidos e enfatizados em todos os empreendimentos apoiados pelo Banco.
Assim, o BNDES reforça o compromisso histórico com o desenvolvimento de toda a sociedade brasileira, em alinhamento com os desafios mais urgentes da dinâmica social e econômica contemporânea.
PEDIDO DE FINANCIAMENTO / EMPRÉSTIMO
SINÔNIMO DE
BUROCRACIA PEREGRINAÇÃO - VIA CRUCIS - MARTÍRIO
Para atendimento de pedido de empréstimo ou financiamento o proponente tem que atender a incontáveis EXIGÊNCIAS E CAUTELAS QUE PARA O MICRO EMPREENDEDOR ou “qualquer desapadrinhado” SÃO ABSOLUTAMENTE INVIÁVEIS.
5. Fluxo e Prazos para Tramitação de Operações (64%), com a recomendação de apoio ou não, para apresentação ao Comitê de Enquadramento e Crédito. O Comitê ... As consultas prévias são o primeiro passo dos empresários para obter financiamento junto ao BNDES ... de financiamento, desde a entrada do pedido até a contratação para a liberação dos recursos, possuem prazos máximos ... nas Políticas Operacionais. Cópias das consultas prévias são encaminhadas à Área de Crédito e à Área ... de uma operação que não possui as informações necessárias para a análise de Enquadramento, aquelas
FLUXO E PRAZOS PARA TRAMITAÇÃO DE OPERAÇÕES
As consultas prévias são o primeiro passo dos empresários para obter financiamento junto ao BNDES. Na consulta prévia são especificadas as características básicas da empresa e do empreendimento, necessárias ao enquadramento da operação nas Políticas Operacionais do BNDES. Os pedidos de financiamento, desde a entrada do pedido até a contratação para a liberação dos recursos, possuem prazos máximos de tramitação.

CONSULTA PRÉVIA
As solicitações de apoio, nas formas direta, indireta não automática e mista, são encaminhadas ao BNDES por meio de consulta prévia, preenchida segundo as orientações do roteiro de informações, enviada pela empresa interessada ou por intermédio da instituição financeira credenciada.
O Departamento de Prioridades - DEPRI, da Área de Planejamento, é responsável por receber a solicitação de apoio, registrar sua entrada e verificar a adequação do pedido às prioridades estabelecidas a partir das diretrizes aprovadas pela Diretoria do Banco, consubstanciadas nas Políticas Operacionais. Cópias das consultas prévias são encaminhadas à Área de Crédito e à Área Operacional responsável pelo setor econômico de que trata o projeto (Industrial, de Insumos Básicos, de Infraestrutura, de Comércio Exterior e de Inclusão Social).
PERSPECTIVA
Quando há registro no BNDES de uma operação que não possui as informações necessárias para a análise de Enquadramento, aquelas contidas no Roteiro de Informações para Consulta Prévia, esta operação é cadastrada no nível Perspectiva. O dossiê destas operações é caracterizado como "carta de intenção", não sendo considerado uma "Consulta Prévia".
Caso a empresa não apresente as informações faltantes no prazo estabelecido, o pedido de recursos será cancelado no BNDES, não impedindo, com isto, que a empresa faça nova solicitação posteriormente.
ENQUADRAMENTO
Nesta fase é feita uma pré-avaliação da capacidade da empresa para executar o projeto e de aporte de contrapartida de recursos próprios. Isto inclui sua capacitação gerencial, sua inserção no mercado e o atendimento às normas ambientais, a classificação de risco de crédito da empresa ou do Grupo Econômico, a sua classificação cadastral, entre outros aspectos. Nesta etapa, participam as Áreas de Planejamento, Crédito e Operacionais.
A Área de Crédito define a classificação de risco da empresa ou do Grupo Econômico, com base na análise das Demonstrações Contábeis e de outras informações financeiras encaminhadas pela empresa e a submete à apreciação do Comitê de Enquadramento e Crédito.
O DEPRI consulta as Áreas Operacionais e, de posse da classificação de risco da empresa ou Grupo Econômico, elabora a Instrução de Enquadramento, com a recomendação de apoio ou não, para apresentação ao Comitê de Enquadramento e Crédito.
O Comitê de Enquadramento e Crédito aprecia os pedidos constantes das instruções de enquadramento, ratificando ou não a recomendação do Departamento de Prioridades - DEPRI, bem como as classificações de risco definidas pela Área de Crédito.Em seguida, submete os limites de crédito propostos à aprovação da Diretoria, que os examina na pauta de suas reuniões semanais.
São expedidas correspondências informando a decisão do Comitê de Enquadramento e Crédito ao cliente. No caso de operação indireta, a comunicação é endereçada à instituição financeira que encaminhou a consulta, e também ao seu cliente. Em caso de aprovação, a Carta de Enquadramento indica o Departamento Operacional do BNDES que será responsável pela análise e estruturação da operação.
O DEPRI tem o prazo de até 30 dias, a partir da data do protocolo da solicitação da colaboração financeira, para encaminhar suas recomendações ao Comitê de Enquadramento e Crédito. Esse prazo é considerado a partir do recebimento das informações completas, conforme orientações contidas no Roteiro de Informações para Consulta Prévia. O mesmo prazo deve ser observado para os casos de operações indiretas.
Apresentação do Projeto
Na modalidade direta, em que a operação é tratada entre o cliente e o BNDES, após receber a carta informando sobre o enquadramento, a empresa entra em contato com o Departamento Operacional indicado. Prepara as informações e a documentação sob a orientação da Chefia do Departamento e segundo o Roteiro de Informações para Apresentação do Projeto, encaminhando-as ao Banco.
A empresa deve apresentar o projeto, bem como a documentação necessária para a análise da operação no prazo de até 60 dias, contado a partir da data da comunicação do enquadramento, prorrogável por uma ou mais vezes, a critério do BNDES. No caso de operação indireta, a instituição financeira credenciada deve apresentar o projeto nesse mesmo prazo.
Análise do Projeto
No prazo de até 60 dias, contado a partir do ingresso do projeto no BNDES, prorrogável por uma ou mais vezes, a critério do Banco, elabora-se a análise do projeto. Os prazos de Apresentação e de Análise do Projeto, computadas as eventuais prorrogações, somados, deverão observar o limite de 210 dias, contados a partir da data de comunicação do enquadramento da operação ao cliente.
Concluída esta etapa, o Relatório de Análise do Projeto é encaminhado à apreciação do Diretor da Área Operacional, que o submete à decisão da Diretoria do Banco em reuniões que ocorrem semanalmente. No caso de operação encaminhada por instituição financeira credenciada, a Área Operacional irá processar uma reanálise da operação e em seguida submetê-la, a exemplo das operações diretas, à decisão do colegiado de diretores.
Aprovada a operação pela Diretoria do Banco, são comunicadas por carta à empresa ou, se for o caso, à instituição financeira credenciada, as exigências para contratação da operação.
Contratação
Recebida a documentação necessária, e atendidas todas as condições aprovadas, é elaborado o instrumento contratual, que firmado pelas partes, é levado aos competentes registros.
A contratação da operação deve ser realizada no prazo de até 60 dias, contado a partir da data da comunicação da decisão aprobatória, prorrogável por até 120 dias, a critério do BNDES. No caso de operação indireta, a instituição financeira credenciada deverá firmar o instrumento contratual nesse mesmo prazo. Decorrido o prazo de 180 dias sem que tenha havido a contratação, a operação deverá ser cancelada.
Vencido o prazo inicial de 60 dias sem que tenha havido a contratação da operação, incidirá sobre a mesma Encargo por Reserva de Crédito. No caso da administração pública direta e indireta, o prazo será contado a partir da data da autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Desembolsos
Efetuados os registros e atendidas as condições prévias ao desembolso dos recursos, será realizada a primeira liberação de recursos conforme disposto no contrato. Não ocorrerá a liberação da etapa seguinte se a anterior não for concluída e comprovada. Concluída a implantação física, é elaborado o Relatório de Conclusão do Projeto, e a partir daí é feito o acompanhamento das amortizações do financiamento. Durante todo o prazo de vigência do contrato de financiamento é realizado o acompanhamento da situação econômico-financeira da empresa e do Grupo Econômico.
Critérios de avaliação preliminar DE CRÉDITO das consultas prévias
O BNDES efetuou a avaliação preliminar dos projetos e dos proponentes com base nos seguintes critérios:
• capacidade técnica, gerencial e organizacional do proponente, consideradas especialmente a comprovada experiência do proponente em projetos análogos, bem como a experiência de sua equipe técnica;
• custo por hectare a reflorestar, compreendendo todos os custos do projeto;
• clareza, viabilidade e consistência do projeto apresentado, bem como adequação aos objetivos propostos;
• impacto social favorável, incluído o treinamento de trabalhadores e integração ou interseção com projetos ou políticas patrocinadas pelo Poder Público;
• importância ecológica do sítio do reflorestamento.
CONDITIO SINE QUA NON
Para pleitear financiamento com recursos do BNDES o cliente deve atender os seguintes requisitos mínimos:
• Estar em dia com obrigações fiscais, tributárias e sociais;
• Apresentar cadastro satisfatório;
• Ter capacidade de pagamento;
• Dispor de garantias suficientes para cobertura do risco da operação;
• Não estar em regime de recuperação de crédito;
• Atender a legislação relativa à importação, no caso de financiamento para a importação de máquinas e equipamentos; e
• Cumprir a legislação ambiental.
Condições específicas
Veja, abaixo, as principais condições para uma pessoa ou empresa se tornar um cliente do BNDES, de acordo com sua natureza administrativa. Alguns mecanismos de apoio financeiro podem exigir requisitos específicos.
Empresas
Devem se enquadrar em uma das características abaixo:
• Pessoa jurídica de Direito Privado, sediada no Brasil, cujo controle efetivo seja exercido, direta ou indiretamente, por pessoa física ou grupo de pessoas físicas, domiciliadas e residentes no Brasil, e nas quais o poder de decisão esteja assegurado, em instância final, à maioria do capital votante representado pela participação societária nacional;
• Pessoa jurídica de Direito Privado, sediada no Brasil, cujo controle seja exercido, direta ou indiretamente, por pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior, desde que, na forma da legislação vigente, o BNDES disponha de recursos captados no exterior ou o Poder Executivo autorize a concessão de colaboração financeira;
• Empresário individual, desde que exerça atividade produtiva e que esteja inscrito no Registro Público de Empresas Mercantis e no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ.
Observações:
1. Entidades de direito público ou privado estrangeiras sediadas no exterior podem ser clientes do BNDES somente na modalidade de crédito ao comprador no apoio às exportações brasileiras.
2. Condomínios e assemelhados que não exerçam atividade produtiva, além de sindicatos e clubes, somente poderão receber apoio para aquisição de equipamentos (produtos BNDES Finame, BNDES Finame Agrícola e BNDES Finame Leasing) e de itens passíveis de aquisição por meio do Cartão BNDES.
ASSOCIAÇÕES - GRÊMIOS - CLUBES DE FUTEBOL
PRIVILÉGIO – BENESSES – FALCATRUAS – PECULATO – DESVIO DE FINALIDADE – QUAIS INTERESSES OCULTOS PERMEIAM ESTES EMPRÉSTIMOS?
È de conhecimento público nacional a precária situação financeira dos clubes brasileiros, que arrecadam milhões de reais diariamente, mas que estão todos literalmente falidos. Jamais pagaram ou contribuíram com o fisco. Também jamais foram penalizados. Talvez até não estejam falidos. Mas este é o contra argumento e justificativa para NÃO PAGAMENTO DE CIFRAS QUE SOMADAS ATINGE BILHÕES DE REAIS QUE TODOS DEVEM AOS AGENTES PUBLICOS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS. Mesmo assim dirigentes se digladiam para presidir “INTITUIÇÕES FALIDAS”. Contrariando as fortunas particulares, pessoais, outras registradas em nome de parentes, amigos de confiança e outros “laranjas”.
A CBF é uma instituição sem fins lucrativos. Quem está lá não quer sair. Quem ta de fora quer entrar. Mas o cargo é vitalício. Hereditário. De sogro pra genro.
Na pratica, melhor exemplificando a TV RECORD apresentou neste mês de julho de 2011, uma serie de reportagens sobre o dirigente da CBF, Senhor RICARDO TEIXEIRA, PRESIDENTE E TODO PODEROSO DA CBF E DO FUTEBOL MUNDIAL, mostrando seu relacionamento e influencia com os meios de comunicação, Governo, políticos, seu patrimônio financeiro e bens imobiliários espalhados pelo mundo. Recheadas com muitas estórias de suborno, corrupção ativa, passiva, peculato, declarações de manipulação de diversos setores, BANCADA DA BOLA, EMBAIXADA DO FUTEBOL, MANSÃO LOCALIZADA EM BRASILIA DESTINADA AO FIM ESCLUSIVO DE RECEPCIONAR POLÍTICOS DA ESTIRPE DE ANTONIO PALOCCI, E OUTRAS PROSTITUTAS, escândalos, festas, orgias, etc..
ANTOLOGIA FINANCEIRA DOS CLUBES DE FUTEBOL
Compulsando a “home page” da mais moderna e atual biblioteca mundial INTERNET, podemos verificar a planilha financeira individual de todos os clubes de futebol.
SITUAÇÃO FINANCEIRA
DOS CLUBES BRASILEIROS
ALMIR LEITE - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - A receita dos clubes brasileiros está melhorando, mas o endividamento cresce de maneira preocupante. É o que se conclui da análise dos balanços de 25 clubes - 17 deles da Primeira Divisão. As receitas, em 2010, atingiram R$ 1,88 bilhão, aumento de 14% em relação ao R$ 1,65 bilhão do ano anterior. Mas o endividamento cresceu 16% - R$ 3,61 bilhões contra R$ 3,11 bilhões.
Esse desequilíbrio tem consequências: apenas 4 dos 25 clubes apresentaram superávit no ano passado - Atlético-PR, Corinthians, Cruzeiro e São Paulo. "Houve um incremento importante de receitas e o total de R$ 1,88 bilhão pode ser considerado muito bom", diz Amir Somoggi, diretor da área Esporte Total da consultoria BDO RCS. "Mas o endividamento cresceu muito (R$ 505 milhões em valores absolutos), isso assusta um pouco."
Santos, com R$ 46,1 milhões, e Corinthians, com R$ 31,6 milhões, são os clubes que tiveram maior incremento absoluto de receitas em 2010. Mas figuram entre os que as dívidas absolutas mais cresceram, embora os cariocas e o Palmeiras (que apresentou balanço e reviu os números após auditoria) estejam em pior situação.
Os paulistas estão entre os de melhores receitas. Dos seis que mais faturaram encontram-se Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos - Internacional e Flamengo são os outros. As receitas vêm, principalmente, de contratos de TV, patrocínios, bilheteria e negociação de atletas. "Mas há circunstâncias que contribuem para que os números sejam bons. O Inter, por exemplo, teve a venda do Estádio dos Eucaliptos", explica Amir. "Outros fatores atrapalham. O São Paulo ficou um tempo sem patrocinador e isso afetou a receita."
O analista destaca que a maior atenção dos clubes com ações de marketing contribui para a evolução. "Outro fator é a (verba da) TV, que vai pesar ainda mais a partir do novo contrato de transmissão, que começa a vigorar em 2012."
Os gastos, porém, continuam altos. "É aquele negócio: dinheiro entra, dinheiro sai." A receita para o equilíbrio: "Os clubes precisariam ter um modelo de gestão sustentável", diz Amir.



As dívidas dos clubes brasileiros e como se dividem
qui, 04/02/10
por Emerson Gonçalves |
Categoria Balanços - Exercício 2008, Economia e Finanças, Gestão
Estamos já no início de fevereiro. Os clubes têm prazo legal até 30 de abril para apresentarem e publicarem seus balanços. O mesmo ocorre com as federações e com a confederação. Alguns balanços são expostos publicamente, sem pejo, sem medo. Outros permanecem escondidos. São publicados em veículos obscuros e o acesso a eles pelo torcedor não versado nas artes & manhas do assunto é simplesmente impossível. Eu mesmo, embora com um certo traquejo nessas caçadas, até hoje não botei os olhos sobre alguns balanços coroados. Um deles, por sinal, é de todos o mais coroado e um dos maiores em números de entrada de dinheiro: o balanço da confederação. Isso mesmo, o balanço da CBF. Dizem que ele existe, há, inclusive, quem jure a respeito e até dizem já ter sido visto. Eu, entretanto, não consegui tal proeza. Nem mesmo pedindo à confederação cópia do mesmo. Não entendo o porquê disso, pois, afinal, dizem que o balanço é belíssimo em seus números, todos azuis, mais que isso, azulões.
Não conseguir certos balanços não é privilégio somente meu. Alguns, aparentemente, são mais bem guardados que os novos “papeis do Pentágono” que tanta celeuma renderam décadas atrás.
Até 2002 e a publicação da MP 39, que tornou obrigatória a publicação de balanços e a contratação de empresas de auditoria pelos clubes, a maioria, para não dizer a quase totalidade, não publicava seus balanços. A exceção a essa regra sempre foi o São Paulo, cujos balanços são publicados desde 1956.
Os números e as prestações de contas ficavam sempre em petit comité nos clubes. Nos mais avançados e progressistas, chegavam até o Conselho e daí não passavam. Esse conhecimento restrito das práticas administrativas de inúmeros clubes levou ao estado em que muitos se encontram hoje, com dívidas da ordem de dezenas e dezenas de milhões de reais com o fisco. Depois da MP 39 e do Estatuto do Torcedor, o futebol brasileiro começou a entrar, lenta, muito lentamente, numa nova fase. Estamos em transição e ela é dolorida, é sofrida. Um grande exemplo de correção foi dado pelo presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, que depois de empossado vasculhou as contas do clube e revelou seus verdadeiros números, escondidos durante anos e anos, iludindo a torcida e a sociedade.
Apesar dos avanços, ainda hoje é complicado buscar por informações nos balanços dos clubes. Alguns são bem elaborados, mostram as informações de forma relativamente acessível. Nesse ponto, novamente o balanço do São Paulo, o primeiro a adequar-se às novas determinações legais para publicação de balanços, definidas em 2006, continua servindo como modelo. Mesmo alguém sem muita intimidade com as normas e linguagem contábeis consegue ler o balanço e entender o principal.
Enquanto a safra com os novos números referentes ao ano de 2009 não aparece e pode ser colhida, vamos dar uma olhada nos números das dívidas dos clubes no ano de 2008. Esse assunto foi tema de matéria do portal GloboEsporte em agosto, a partir de trabalho realizado pela Casual Auditores na época; dê uma olhada, clique aqui. Na matéria, o portal enfatizou as dívidas dos clubes cariocas e listou os passivos totais – circulante e exigível a longo prazo – de 21 clubes brasileiros.
Para esse post contei também com o auxílio da Casual Auditores, através do Carlos Aragaki, que depurou os passivos dos clubes das obrigações corriqueiras do dia-a-dia, deixando somente os grandes números considerados efetivamente como dívida (ainda assim, em função dos lançamentos feitos em seu balanço, os direitos de imagem e outras despesas correntes do São Paulo foram arroladas tanto no circulante – obrigações a vencer em até 360 dias – como no exigível a longo prazo, o que infla um pouco o valor da dívida tricolor).
A melhor parte do trabalho desenvolvido pelo Carlos Aragaki e seu pessoal da Casual, foi a divisão dessas dívidas em três categorias:
- Fiscais: as dívidas com o governo federal (quase que exclusivamente), referentes ao não pagamento de tributos diversos, inclusive INSS e IR; a maior parte desses débitos está com seus pagamentos negociados no acordo da Timemania.
- Contingências: compreende as dívidas trabalhistas – a grande maioria nesse item – e dívidas cíveis.
- Empréstimos: dinheiro tomado nos bancos ou adiantado via Clube dos 13 e federações; no caso, como já explicado neste e no velho OCE, a parcela a receber futuramente sai via empréstimo bancário, devidamente aprovada pelo Clube dos 13 e Rede Globo e GLOBOSAT; grande parte da dívida do Clube Atlético Mineiro com seu ex-presidente, Ricardo Guimarães, está nesse item.
Entendendo os números
Sem entrar nas minúcias contábeis e repetindo um pouco o que já foi dito há pouco, vamos ao básico: dívida é tudo que uma empresa ou uma pessoa tem que pagar. Nos balanços, ela aparece no passivo, dividida em duas partes: o passivo circulante e o exigível a longo prazo. No primeiro caso temos os compromissos a pagar em até 360 dias. No segundo caso, como já diz o nome, temos as dívidas de longo prazo, superiores a 360 dias.
Alguns valores que entram nos balanços corretos, feitos como manda o figurino, poderiam até não ser chamados de dívidas. É o caso, por exemplo, dos direitos de imagem dos atletas, que na prática é considerado como parte da folha de pagamento mensal. No dia-a-dia, esse tipo de obrigação não é encarado como uma dívida, assim como não é encarado como dívida o salário a ser pago futuramente a um funcionário.
Na tabela a seguir, vocês poderão ver os passivos totais dos clubes e os passivos já depurados dessas despesas citadas:

Clube Passivo total Passivo depurado Proporção
Vasco 377.854 308.120 81,5%
Flamengo 333.328 278.288 83,5%
Fluminense 320.721 272.912 85,1%
Atlético MG 283.334 267.787 94,5%
Botafogo 265.424 218.952 82,5%
Corinthians 255.164 118.294 46,4%
Palmeiras 197.229 55.083 27,9%
Internacional 176.906 126.697 71,6%
Santos 175.565 134.280 76,5%
Portuguesa 155.598 *
Grêmio 154.638 108.460 70,1%
São Paulo 148.380 143.282 96,6%
Cruzeiro 131.578 84.729 64,4%
Vitoria 91.313 *
Coritiba 52.994 54.587 103,0%
Náutico 49.857 44.844 89,9%
Atletico PR 37.028 23.162 62,6%
Paraná 27.303 26.246 96,1%
Figueirense 10.940 9.330 85,3%
São Caetano 3.137 2.068 65,9%
Barueri 539 534 99,1%
A próxima tabela é a mais interessante e que merece um olhar mais atento de cada torcedor. Ela mostra como é a composição dessas dívidas em cada clube.
Clube Passivo * Fiscais % Conting % Emprest %
Vasco 308,1 99,2 32,2 111,1 36,1 97,8 31.7
Flamengo 278,3 201,5 72,4 36,5 13,1 40,3 14,5
Fluminense 272,9 140,3 51,4 132,6 48,6 0,02 0
Atlético MG 267,8 138,3 51,6 23,5 8,8 106,0 39,6
Botafogo 219,0 132,8 60,6 71,8 32,8 14,4 6,6
Corinthians 118,3 48,6 41,1 17,2 14,5 52,5 44,4
Palmeiras 55,1 39,5 71,7 0 0 15,6 28,3
Internacional 126,7 120,1 94,8 2,4 1,9 4,2 3,3
Santos 134,3 90,8 67,6 2,2 1,6 41,3 30,8
Grêmio 108,5 76,7 70,7 17,9 16,5 13,9 12,8
São Paulo 143,3 95,9 66,9 2,5 1,8 44,9 31,3
Cruzeiro 84,7 65,7 77,5 1,4 1,7 17,6 20,8
Coritiba 54,6 35,6 65,2 5,0 9,2 14,0 25,6
Náutico 44,9 28,9 64,4 14,1 31,4 1,9 4,2
Atlético PR 23,1 7,8 33,7 4,5 19,5 10,8 46,8
Paraná 26,2 16,6 63,4 9,3 35,5 0,3 1,1
Figueirense 9,3 8,4 90,3 0,9 9,7 0 0
São Caetano 2,1 0,3 14,2 0,1 4,8 1,7 81,0
Barueri 0,5 0,001 0 0,5 100,0 0 0
Totais 2.277,7 1.347,0 59,1 453,5 19,9 477,2 21,0
A primeira informação que salta aos nossos olhos é velha e bem conhecida: nossos clubes devem para a sociedade. Há quem diga que eles devem para o governo. Há quem diga, com mais acerto, que eles devem para o Estado. Eu prefiro dizer que devem para a sociedade, pois o governo é mera ferramenta transitória (ou assim deveria ser) na administração do Estado, enquanto que este é tão somente o braço organizado da própria sociedade para gerir seus negócios. O governo somos nós. O Estado somos nós. Esse conceito é um conjunto vazio no Brasil, mas algum dia precisará ser preenchido. Nesse dia, quem sabe, cédulas numa cueca ou numa meia & assemelhados, será motivo de profundo opróbrio e levará ao degredo moral e político de quem com isso se envolve. Por enquanto, porém, essas insignes figuras continuam governando e legislando sem maiores conseqüências, afinal, a sociedade não sabe que o governo é mero servidor dela e não o contrário, e que o Estado nada mais é que seu braço operacional, jamais o seu cérebro.
Considerando os números de 2008 – estes são os números oficiais disponíveis; qualquer coisa fora deles não é oficial e não tem valor para análise, lembrando que esses balanços são peças legais, devidamente auditados e dignos de fé; até prova em contrário, claro, mas se não há prova, então eles representam a verdade – nossos maiores clubes tem um passivo (depurado) total de 2.277.700.000 ou, trocando em miúdos, 2,27 bilhões de reais.
FISCO
Desse total, as dívidas com o fisco representam bem mais da metade – 59,1% – ou seja, 1,35 bilhão de reais. Lembram da história de não precisar apresentar balanços e os números ficarem restritos a meia dúzia de iniciados nos clubes? Em boa parte por isso chegamos a esse ponto.
Aqui, porém, há dívidas que não são desse tipo.
Se o coração tem razões que a própria razão desconhece, o estado tupiniquim tem impostos, normas e decretos que o próprio fisco desconhece, tamanha a quantidade e diversidade. Isso levou a muitas cobranças julgadas indevidas pelos clubes, principalmente em transferências de atletas para o exterior, que foram contestadas judicialmente. Quando se fez o acordo TIMEMANIA, o governo exigiu que os clubes reconhecessem todas as dívidas para poder participar. A contragosto isso foi feito. Então, nesse imbróglio todo há dívidas que, provavelmente, a justiça decidiria a favor dos clubes. O Sindicato dos Clubes entrou na justiça e conseguiu uma liminar que, pelo que sei, ainda não foi julgada.
Os restantes 40% dividem-se de maneira quase igual entre as dívidas contingenciais e as financeiras. No primeiro caso o que mais aparece são as dívidas trabalhistas. Há enxurradas delas, a maioria com apoio legal. Outras, são questionáveis, como cobranças de horas extras pela concentração, participação em direito de arena acima da taxa combinada com os sindicatos, etc. No geral, porém, a maior parte dessas ações resultarão em sentenças pró-atletas, pois os clubes não primam pela correção nos pagamentos a seus funcionários.
Virou uma prática comum rolar dívidas através de adiantamentos de direitos de TV. Uma verdadeira festa. Há clubes que pouco têm a receber inclusive em 2011, pois já engoliram parte de suas receitas. E em 2011 teremos um novo drama se desenhando: os adiantamentos sobre o BR, que representam a maior parte dessas operações, não poderão entrar em 2012, pelo simples motivo que o contrato que dá guarida a todas essas operações terminará em 31 de dezembro de 2011. E sem a guarida de um contrato não há adiantamento, pois não há garantia. Isso desmistifica, ou deveria desmistificar, o tal de “rabo preso” dos clubes com a TV por conta de adiantamentos. Mas não acontecerá, afinal, a tese do “rabo preso” é muito mais simples e simpática de ser explorada. Aliás, em 2008, Flamengo e São Paulo brigavam, juntamente com o Corinthians, por mudanças no contrato que estava em discussão para a cessão dos direitos a partir de 2009. Premido pela falta de dinheiro e a necessidade de obter recursos o mais rápido possível, o presidente do Corinthians assinou o novo contrato sem sequer avisar seus colegas. Isolados, Juvenal Juvêncio e Marcio Braga também assinaram.
O “velho” OCE comentou esse fato à época. Voltando aos números das dívidas: essas operações representam boa parte desses empréstimos, sendo a outra parte referente aos emprestadores clássicos de dinheiro, pelas vias clássicas: os bancos.
Ainda é um pouco cedo analisar essas divisões, embora tenhamos os números relativos a 2007. Todavia, tão logo saiam os balanços, teremos melhores condições para análise, com três anos em perspectiva. A Casual Auditores já tem programado um trabalho comparando as dívidas dos clubes brasileiros com as dos clubes europeus e tão logo ele saia será mostrado aqui. Pelo que andei vendo nos últimos tempos, há uma certa latinidade nesse negócio de dever para o fisco. Sei lá, talvez não vejamos com bons olhos essa coisa de pagar tributos, o que talvez indique que temos todos um bocado do sangue galês de Asterix & Cia.
Enquanto isso, cada torcedor pode dar uma olhada nos números e ver a composição da dívida de seu clube e como ele está em relação à média dos clubes brasileiros.
Muitos sabem que o futebol brasileiro está envolvido com esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, além de outras manobras irregulares de cartola, que acabam denegrindo a imagem de nosso futebol mundo a fora.

O que é pouco comentado no meio, são as dívidas que os clubes tem com o Governo e com os atletas. Abaixo, seguem a listagem dos clubes mais devedores do futebol brasileiro, com dados comprovados pelo próprio governo
CLUBES MAIS DEVEDORES DO BRASIL
DÍVIDAS TOTAIS
Quote
O Flamengo, primeiro colocado na lista, deve quase duas vezes o montante do terceiro colocado.
A situação dos clubes no Brasil não é nada boa. No Atlético-MG, as dívidas com bancos somadas às com instituições não-financeiras chegam a R$ 81,2 milhões, boa parte avalizada pelo ex-presidente Ricardo Guimarães. Alguns débitos eram com seu banco, o BMG - o balanço não diz se foram quitados.

No Vasco, só a dívida com a Globo é de R$ 53,3 milhões.

Dos 10 clubes, 6 registravam débitos acima de R$ 100 milhões no final de 2006: Atlético-MG, Botafogo, Flamengo, Grêmio, Santos e Vasco. Com o caso do atacante Nilmar em 2007 - que gera dívida de R$ 22 milhões - o Corinthians também ultrapassa hoje o patamar.

Os compromissos fiscais representam a maior fatia das pendências dos clubes. Quem amarga o maior débito é o Flamengo: são R$ 232,9 milhões, um aumento de R$ 17 milhões. Entre os rubro-negros, mais da metade do montante devedor é relacionado a tributos públicos.
Assim, superou o Botafogo, que totaliza um débito de R$ 216,8 milhões. O clube alvinegro verificou uma redução na dívida, mas também tem pendências com o governo.

No São Paulo, o aumento do passivo - chegou a R$ 75,9 milhões - foi gerado por acordo para parcelar dívidas com o governo e por crescimento do gasto com o elenco. O clube aceitou pagar R$ 11,4 milhões em impostos, em troca de abatimento de R$ 4,7 milhões. Do total de compromissos do São Paulo, cerca de um terço, R$ 22 milhões, é com
contratos de direitos de imagem com atletas do elenco. "A finalidade do clube é esportiva, não de dar lucro. Investimos mais se temos receita", justificou João Paulo de Jesus Lopes, consultor da presidência do clube.

Com a menor dívida dos dez clubes, o Palmeiras viu seu débito saltar 66,3%. O valor chegou a R$ 48,7 milhões.

O Inter não publicou suas contas até 30 de abril, como manda a Lei Pelé. "Nosso balanço está pronto, mas o Conselho Fiscal, que é opositor, não deu parecer", disse o vice Mário Sérgio Silva. A reportagem não obteve os dados do balanço do Fluminense.
DÍVIDAS SOMENTE COM INSS
Este post foi editado por shoker: 06 December 2007.

A TIMEMANIA foi criada com o intuito de sanar os problemas financeiros dos clubes junto ao Governo Federal

Na listagem atual dos clubes que mais devem ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), Botafogo e Comercial aparecem em 20º e 27º lugar respectivamente.

A dívida do Botafogo é de R$ 3,4 milhões, enquanto que o Comercial deve R$ 2,1 milhões. Com a TIMEMANIA, a dívida botafoguense poderá ser novamente parcelada, pois recentemente o clube foi excluído do Refis por causa da inadimplência. Neste montante não constam débitos com o FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) e Receita Federal.

O Comercial, com uma dívida um pouco menor, não aparece na lista dos times que podem aderir à nova loteria criada pelo governo.

1 - Flamengo (RJ) 52 milhões
2 - Fluminense (RJ) 28,1 milhões
3 - Botafogo (RJ) 18.8 milhões
4 - Guarani (SP) 12.6 milhões
5 - Sport (PE) 10.4 milhões
6 - Santos (SP) 9.8 milhões
7 - Santa Cruz (SP) 9.1 milhões
8 - São Paulo (SP) 8.3 milhões
9 - Palmeiras (SP) 7.5 milhões
10 - Atlético (MG) 6.7 milhões
11 - Náutico (PE) 6.6 milhões
12 - Paysandu (PA) 6.2 milhões
13 - Vasco (RJ) 5.3 milhões
14 - Vitória (BA) 4.8 milhões
15 - Remo (PA) 4.6 milhões
16 - Rio Branco (SP) 4.2 milhões
17 - Vila Nova (GO) 4.1 milhões
18 - São José (SP) 4.0 milhões
19 - América (RJ) 3.7 milhões
20 - Botafogo R$ 3.4 milhões
21 - Ceará (CE) 3.0 milhões
22 - Avaí (SC) 3.1 milhões
23 - Juventude (RS) 2.8 milhões
24 - Campinense (PB) 2.5 milhões
25 - Figueirense (SC) 2.4 milhões
26 - Olaria (RJ) 2.2 milhões
27 - Comercial R$ 2.1 milhões
28 - E. C. Democrata/MG 2.0 milhões
29 - XV de Jaú (SP) 2.0 milhões
30 - S. Corrêa (MA) 1.9 milhões

Em 2006, a BANCADA DA BOLA foi decisiva na implantação da TIMEMANIA, uma LOTERIA que servirá para ajudar os CLUBES DE FUTEBOL a refinanciarem e pagarem suas dívidas.

Anunciada como a salvação para a saúde financeira dos clubes brasileiros, a TIMEMANIA ainda não foi capaz de cumprir o que prometeu.
Conforme matéria publicada na edição de domingo do MARCA BRASIL, a dívida dos clubes com a loteria tem aumentado nos últimos anos. Entre os motivos para o fracasso do está o baixo faturamento nas lotéricas e as recentes mudanças na legislação.

Na comparação com a previsão do governo, a TIMEMANIA arrecada cerca de 20% do estimado. Nos três primeiros anos, o bilhete registrou faturamento de R$ 110 milhões em 2008, R$ 120 milhões em 2009 e R$ 112 milhões em 2010. Desta forma, clubes passaram a receber cerca R$ 70 mil mensais, bem aquém dos R$ 350 mil estimados pelo governo.
Segundo a redação original da Lei 11.345, que estabeleceu a criação da TIMEMANIA, os clubes podem financiar em até 20 anos o pagamento de débitos fiscais com a Receita Federal, Previdência, Fazenda Nacional e FGTS.
Para isso, além do dinheiro arrecadado na loteria, cada clube precisaria depositar mensalmente um complemento de R$ 50 mil. Isso durante os 12 primeiros meses de funcionamento da loteria.
Já a partir do 13º mês, o texto original da Lei 11.345 determinava que os clubes complementassem com suas próprias receitas o valor integral das parcelas caso o dinheiro proveniente da Timemania fosse insuficiente. Moral da história: o Flamengo, por exemplo, que reconheceu uma dívida fiscal de R$ 170 milhões, teria que adicionar R$ 630 mil ao bolo. Segundo os clubes, essa matemática é inviável.

No final de 2009, o governo abaixou a cabeça e admitiu que a parcela do primeiro ano fosse mantida com leves reajustes anuais. O fracasso nas lotéricas aliado ao esforço reduzidos dos clubes para amortização da dívida (que carrega juros e correções monetárias) fez com que o déficit aumentasse. Hoje em dia já se discute até um novo pacote de alterações.

Para o economista Rafael Lange, que estudar a TIMEMANIA desde 2007, hoje já é possível concluir o futuro dessa história. “Essa loteria foi utilizada como um instrumento político de organização das dívidas dos clubes com o Estado.
Quando o panorama da gestão do futebol nacional indicar um novo descontrole excessivo destas contas, algum novo mecanismo semelhante provavelmente será formulado”, concluiu.

Especialistas justificam o baixo faturamento à falta de anúncio

“Era óbvio que não ia dar certo. Antes da TIMEMANIA ser lançada, já me parecia claro que fazer uma loteria com o objetivo de pagar uma dívida tão expressiva não ia surtir efeito”, destaca o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e ex-presidente do Palmeiras. Para o intelectual, um dos pontos que justificam o insucesso é a falta de organização da loteria. “O faturamento é baixo porque a promoção da TIMEMANIA também é muito ruim”, complementa.

Para Raul Corrêa, vice-presidente de Finanças do Corinthians, a loteria teria um retorno bem maior se o governo investisse no produto. “Para cada real que fosse colocado na TIMEMANIA, qual seria o resultado? Se tivesse propaganda, o retorno seria muito melhor, pode ter certeza”.
Nessa temática, ele critica: “Faz quanto tempo que você não vê um anúncio da Timemania? Só fizeram propaganda quando ela foi lançada. Mesmo assim, o público não viu a loteria, viu apenas o Pelé”. embora anúncios sobre a loteria sejam veiculados em emissoras de rádio constantemente. “Deviam fazer propagandas para criar identidade com as torcidas. Usar um Dentinho, um Lucas, um Neymar, um Valdivia. Aí sim a TIMEMANIA faria sucesso”, completa.

Segundo Marcelo Proni, especialista em finanças do esporte e pesquisador pela Unicamp, os clubes começaram a se organizar para tentar viabilizar a TIMEMANIA: “A questão que está em jogo é mexer na loteria para ver se dá certo”.
Futebol
07/01 - 11:46
TIMEMANIA registra mais um ano de fracasso em 2009.
Baixa arrecadação, cerca de um quinto menor do que o esperado, não vai ajudar a resolver o endividamento dos clubes brasileiros como se desejava
Agência Estado
A TIMEMANIA não vai resolver o problema do endividamento bilionário dos clubes brasileiros de futebol, embora tenha sido criada para isso. Quando a loteria foi lançada, em março de 2008, a expectativa do governo e dos dirigentes dos clubes era arrecadar cerca de R$ 540 milhões.
Mas ela não agradou a apostadores e torcedores, contabilizando apenas R$ 112 milhões em dez meses de funcionamento, ou 20,7% do valor pretendido.

Em 2009, a situação foi ainda pior. No ano passado conseguiu, contabilizando 12 meses, apenas R$ 110 milhões foram arrecadados pela TIMEMANIA, ou 20,3% daquilo que havia sido o sonho dos dirigentes e do governo. Para jogar mais pessimismo na situação, a dívida do conjunto dos clubes continua subindo em ritmo alucinante. Em 2007, era de R$ 2,57 bilhões; em 2009, alcançou os R$ 3,24 bilhões.

Como somente 22% do total arrecadado pela TIMEMANIA é direcionado para o pagamento das dívidas dos clubes com a União - Previdência Social, Imposto de Renda e débitos com a Fazenda Nacional -, quase nada fica para as agremiações. Nessa realidade de números decepcionantes, pode-se buscar um exemplo de como as coisas vão mal na situação do Flamengo, aquele que mais arrecada com a loteria e o primeiro no ranking dos que mais devem à Previdência Social.

A dívida flamenguista é de cerca de R$ 333 milhões, de acordo com o clube. Dizem respeito tanto à Fazenda Nacional - renegociada por 240 meses para que o clube tivesse o direito de receber os repasses da Timemania - e com todo tipo de fornecedores particulares. Só as dívidas previdenciárias do Flamengo são de R$ 51 milhões.

Como o clube recebeu R$ 990 mil da Timemania em 2009, serão necessários 51 anos para que o Flamengo quite seus débitos com o INSS, sem contar a dívida com o IR e outras relativas à Fazenda Nacional, mantidas sob sigilo porque não estão em execução. Como a negociação das dívidas possibilitada pela lei da TIMEMANIA foi de 20 anos, o Flamengo não conseguirá pagar nem o que deve para a Previdência com o dinheiro do jogo - necessitaria de mais 31 anos.

A situação dos outros clubes segue o mesmo caminho. Dirigentes de Flamengo, Vasco, Corinthians e Palmeiras, entre outros, afirmam que a loteria não resolveu a situação, embora peçam para não aparecerem como críticos de um programa que, afinal, ajuda os clubes, embora aquém das expectativas.

No Ministério do Esporte, a reação é semelhante. O ministro Orlando Silva, que está em viagem pelo exterior, fala abertamente que a TIMEMANIA não resolveu a situação. No ano passado, chegou a afirmar que a situação era mesmo "frustrante". No governo, especula-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá propor mudanças na lei, principalmente porque a Copa de 2014 se aproxima e clubes quebrados podem atrapalhar os planos oficiais.

Na Caixa Econômica Federal, a informação é de que, por enquanto, a TIMEMANIA corresponde às expectativas de arrecadação. E que ocorre com ela o mesmo fenômeno verificado na Mega Sena: quando o prêmio acumula, as apostas crescem.

Em 2010, o sistema de distribuição do dinheiro mudou. Os 20 primeiros times - que recebem 65% da parte destinada aos clubes - não serão mais definidos pela classificação do Campeonato Brasileiro da Série A, mas pelo número de apostas do torcedor no seu time. Desse modo, subiram cinco neste ano para o grupo dos privilegiados: Bahia, Fortaleza, Vitória, Coritiba e Ceará.
07/01 - 11:46
PROJETO
TIMEMANIA
A TIMEMANIA tem a seguinte distribuição de seus recursos:
Prêmios 46%
Clubes 22%
Custeio e manutenção 20%
Ministério do Esporte 3%
Fundo Penitenciário Nacional 3%
Fundo Nacional de Saúde 3%
Lei 9615 2%
Securidade social 1%
Essa parcela de 22% dos recursos é dividida em duas partes: uma de 2%, que será paga aos clubes de acordo com sua participação no “Time do Coração”. E outra, com os restantes 20%, distribuída pelos 80 clubes que, por sua vez, estão distribuídos em quatro grupos. Cada grupo tem direito a uma parcela desse total de recursos:
Grupo I – vinte clubes 65%
Grupo II – vinte clubes 25%
Grupo III – quarenta clubes 8%
Grupo IV – dezenove clubes (fora do volante) 2%
Até esse final de 2009, o valor arrecadado era distribuído em partes iguais entre os membros de cada grupo. A partir de hoje, 1º de janeiro, a distribuição será feita proporcionalmente à participação de cada torcida no Time do Coração e cada grupo passa a ter a formação ditada pelo Time do Coração. Vários clubes perceberam a importância desse momento e trabalharam para, nessa reta final, concentrarem esforços para garantir uma posição ou para subir na lista. Vejam o resultado do último teste de 2009:

No primeiro caso temos o Coritiba. A torcida coxa branca apostou tanto no último teste do ano que ficou atrás somente da torcida do Flamengo. Com isso, não só garantiu sua presença na “primeira divisão” lotérica, como ainda ficou uma posição à frente do rival Atlético. Certo que foi no photochart, mas à frente, um resultado importante nesse final de ano marcado pelo rebaixamento e, sobretudo, pela violência no jogo final no estádio e fora dele (e o presidente foi reeleito, da mesma forma que parlamentares e executivos diversos vivem sendo reeleitos).
E o esforço concentrado da torcida do Juventude colocou o clube na “primeira divisão” da TIMEMANIA, em 20º lugar. Um consolo para o rebaixamento para a Série C, mas – por que não? – um sinal de alento para o clube e para seus jogadores.
Já o Sport, que estava no Grupo I, caiu para o Grupo II, ao ficar em 21º lugar na indicação Time do Coração. Definitivamente, 2009 não foi o ano do Leão da Ilha.
Vejam a lista dos 20 clubes mais indicados com seus percentuais, que até 31 de dezembro de 2010 dividirão, proporcionalmente, 65% dos 20% da arrecadação dos testes da Timemania.

Na sequência, os times que passam a compor o Grupo II, dividindo 25% dos 20% dos recursos arrecadados pela loteria. Dentre eles, dois times na Série A do Campeonato Brasileiro: Avaí e Guarani. E mais Sport, Náutico, Figueirense, Ponte Preta, Santa Cruz, Portuguesa de Desportos e Ipatinga, que até mais ou menos recentemente também estavam na Série A. Exceção feita ao Santa Cruz, os demais disputarão a Série B do Brasileiro em 2010.

Finalmente, mais para uma comparação, vejam a composição desse Grupo I no acumulado de 2008. Poucas diferenças, basicamente a saída do Sport e a entrada do Juventude, e algumas mudanças de posição, como a do Coritiba. Reparem que o bravo Ceará está presente nas duas listas. No mínimo um bom indicativo que o clube, finalmente, está na divisão do futebol que sua torcida merece. Infelizmente para os cearenses e principalmente para os torcedores do Fortaleza, o clube, até melhor colocado que o rival na “primeira divisão” lotérica, caiu para a Série C em 2010. A turma do gramado não correspondeu à turma da arquibancada, mas, como já disse a respeito do Juventude, essa dedicação da torcida é um alento para os atletas e um recado mais do que claro para os dirigentes.

Vocês devem ter reparado que não falei em valores. Ainda. Espero para os próximos dias os valores consolidados de 2009. Baixos valores, desafortunadamente. Se bem que isso tem menos a ver com a fortuna do que com a competência de todos os envolvidos.
Há muita movimentação nos bastidores em torno dessa loteria. Por enquanto, está parecendo aquelas tardes tempestuosas, quando a natureza capricha no cenário, tinge as nuvens do mais carregado cinza-chumbo, abre sua caixa de efeitos especiais e dispara ventos poderosos, velozes e barulhentos. Não mais que meia hora depois, o sol volta a brilhar, sem que um só pingo de chuva tenha caído, ou, quanto muito, meia dúzia deles. Aliviados, voltamos à lida e as vacas voltam a pastar pacificamente, elas que abominam os ventos. Muita mise-em-scène a troco de nada, só exibição.
Assim me parece a TIMEMANIA, nessa tarde de 1º de janeiro de 2010. Sigo acreditando que, reformulada, ela é a melhor ou a menos ruim das soluções para as dívidas fiscais dos clubes.
BOLÃO, OU, TIMEMANIA?
http://www.blogdomadia.com.br/index.php/2010/01/07/bolao-ou-timemania
Em matéria do ESTADÃO de hoje o fracasso retumbante da TIMEMANIA, a loteria que nasceu para ajudar, em primeiro lugar, os clubes de futebol a saldarem suas dívidas descomunais com a União – Previdência Social, Imposto de Renda e débitos com a Fazenda Nacional; e depois, injetar recursos adicionais nos cofres dos clubes pessimamente administrados. Do inicialmente previsto, alcançou-se alguma coisa próxima dos 20%! Sem entrar no mérito de criar-se loterias para ajudar clubes que, em meu entendimento, é uma excrescência, estava mais que na cara que não ia dar certo. Brasileiro gosta de BOLÃO, e não tem nenhum apreço pela entediante TIMEMANIA. Ou seja, por que não fizeram uma BOLÃOMANIA ao invés de uma TIMEMANIA? Como historicamente sempre se fez nas casas, famílias, empresas. Um número x de jogos, todos apostando no placar final, leva quem fizer mais pontos? Ainda está em tempo de salvar a iniciativa, mesmo, reiterando, ser totalmente contrário a ajudar dirigentes incompetentes. E, com raríssimas exceções, desonestos.
January 6th, 2011 por Victor | Categorias: Números, Observatório, Timemania.

Muito se falou à respeito da TIMEMANIA antes da sua instituição. Não era para menos. Uma loteria envolvendo todos os clubes grandes e com viés populista de (mais uma) salvação do futebol brasileiro era o prato cheio.
Enquanto o assunto estava em pauta, as mariposa ficava tudo dando vorta em torno da lâmpida. Instituida a loteria com arrecadações naturalmente abaixo das previsões proselitistas do governo e clubes necessárias para a implementação do projeto (alguém iria comprar o barulho se não valesse à pena nem na propaganda?), a imprensa se decepcionou(?), baixou a bola e passou a ignorar (possivelmente faria o mesmo ainda que a arrecadação superasse as previsões) a existência da mesma.
Em 2010 a TIMEMANIA completou 3 anos firme, forte e regular. Por essa regularidade e pelo desprezo midiático, curiosamente a TIMEMANIA acaba adquirindo uma funcionalidade não prevista (ou pelo menos não aventada): rankear consumidores de futebol por time.
Desta forma, no Universo de 3 anos de concursos, o ranking final até 2010 apresenta a distribuição abaixo
Colocação Time UF Total (2008/09/10) Porcentagem
1 FLAMENGO RJ 12.389.711 7,21%
2 CORINTHIANS SP 10.139.727 5,90%
3 PALMEIRAS SP 7.502.282 4,37%
4 SAO PAULO SP 7.264.220 4,23%
5 GREMIO RS 6.766.016 3,94%
6 SANTOS SP 6.576.526 3,83%
7 INTERNACIONAL RS 5.888.865 3,43%
8 VASCO DA GAMA RJ 5.617.804 3,27%
9 CRUZEIRO MG 4.923.753 2,87%
10 BOTAFOGO RJ 4.801.883 2,79%
11 FLUMINENSE RJ 4.412.359 2,57%
12 ATLETICO MG 4.049.224 2,36%
13 BAHIA BA 3.686.315 2,15%
14 FORTALEZA CE 2.670.734 1,55%
15 VITORIA BA 2.609.506 1,52%
16 GOIAS GO 2.507.145 1,46%
17 CORITIBA PR 2.262.129 1,32%
18 ATLETICO PR 2.228.544 1,30%
19 CEARA CE 2.190.027 1,27%
20 SPORT PE 2.061.776 1,20%
21 JUVENTUDE RS 2.029.761 1,18%
22 ABC RN 1.974.236 1,15%
23 SANTA CRUZ PE 1.870.149 1,09%
24 AVAI SC 1.781.872 1,04%
25 TREZE PB 1.725.746 1,00%
26 LONDRINA PR 1.599.863 0,93%
27 GUARANI SP 1.567.601 0,91%
28 NAUTICO PE 1.526.325 0,89%
29 JOINVILLE SC 1.486.101 0,86%
30 REMO PA 1.455.293 0,85%
31 PONTE PRETA SP 1.452.414 0,85%
32 PORT DESPORT SP 1.439.593 0,84%
33 BOTAFOGO PB 1.409.881 0,82%
34 IPATINGA MG 1.392.820 0,81%
35 FIGUEIRENSE SC 1.376.568 0,80%
36 GAMA DF 1.359.188 0,79%
37 PAYSANDU PA 1.328.508 0,77%
38 ITUANO SP 1.312.890 0,76%
39 RIVER PI 1.312.236 0,76%
40 MARILIA SP 1.283.092 0,75%
41 ATLETICO GO 1.282.547 0,75%
42 BANGU RJ 1.272.752 0,74%
43 MIXTO MT 1.256.113 0,73%
44 BRASILIENSE DF 1.245.250 0,72%
45 JI-PARANA RO 1.228.518 0,71%
46 UBERLANDIA MG 1.226.501 0,71%
47 MOTO CLUBE MA 1.219.876 0,71%
48 JUVENTUS SP 1.184.490 0,69%
49 SAO CAETANO SP 1.182.098 0,69%
50 INTER LIMEIRA SP 1.175.751 0,68%
51 AMERICA MG 1.172.867 0,68%
52 AMERICA RJ 1.160.445 0,68%
53 VILA NOVA GO 1.159.657 0,67%
54 PARANA PR 1.143.082 0,67%
55 PALMAS TO 1.133.095 0,66%
56 SANTO ANDRE SP 1.118.249 0,65%
57 CRICIUMA SC 1.088.610 0,63%
58 SERGIPE SE 1.065.349 0,62%
59 OLARIA RJ 1.057.619 0,62%
60 YPIRANGA AP 1.031.459 0,60%
61 AMERICA RN 1.018.272 0,59%
62 BRAGANTINO SP 1.009.899 0,59%
63 BARUERI SP 1.000.235 0,58%
64 SAMP CORREA MA 997.357 0,58%
65 CRB AL 991.169 0,58%
66 S RAIMUNDO AM 989.960 0,58%
67 OPERARIO MS 943.752 0,55%
68 NACIONAL AM 941.687 0,55%
69 CSA AL 920.919 0,54%
70 AMERICANO RJ 859.015 0,50%
71 TUNA LUSO PA 847.503 0,49%
72 RIO BRANCO ES 845.275 0,49%
73 XV PIRACICABA SP 781.796 0,45%
74 RORAIMA RR 769.627 0,45%
75 RIO BRANCO AC 760.380 0,44%
76 PAULISTA SP 744.727 0,43%
77 DESPORTIVA ES 723.545 0,42%
78 UNIAO S JOAO SP 704.655 0,41%
79 VILLA NOVA MG 674.732 0,39%
80 U BARBARENSE SP 668.235 0,39%
TOTAL 171.829.751 100,00%
1. Ranking 2008/09/10
Esportes » Futebol » Futebol
Ministério divulga participantes da TIMEMANIA
23 de agosto de 2007 • 11h24 • atualizado às 12h33
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O Ministério do Esporte divulgou nesta quinta-feira, no Diário Oficial da União, a relação de clubes selecionados para participar da Timemania, loteria criada pelo governo federal com o objetivo de permitir a regularização de dívidas do futebol brasileiro.
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» Governo anuncia apoio a futebol feminino
Ao todo, 99 clubes estão listados, sendo 20 da Série A e 20 da Série B do Campeonato Brasileiro. Os demais, reúnem o maior número de títulos de campeonatos estaduais, campeonatos brasileiros das Séries A, B e C, Taça Brasil ou Copa do Brasil.
Estão inclusos ainda os clubes que participaram de, no mínimo, sete edições da Série A do Campeonato Brasileiro e de, no mínimo, cinco edições da Série B.
Os critérios de escolha foram definidos no Decreto de Regulamentação da loteria, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 14 de agosto.
Segundo o ministro do Esporte, Orlando Silva, a TIMEMANIA é uma medida importante para reestruturar o futebol brasileiro.
"O futebol brasileiro precisa livrar-se da fragilidade provocada pela alta carga de endividamento. Tenho certeza de que a TIMEMANIA vai solucionar esse problema. Agora, contamos com os dirigentes de clubes para encontrar alternativas para qualificar ainda mais e dar mais confiabilidade ao melhor futebol do mundo", disse.
A loteria tem funcionamento semelhante ao da Mega Sena, utilizando os escudos dos clubes no lugar dos números. Do total da arrecadação, 22% serão destinados diretamente para o pagamento de dívidas como INSS, FGTS, Receita Federal e outros impostos devidos à União.
Os clubes de futebol interessados em aderir à TIMEMANIA poderão procurar uma agência da Caixa a partir desta sexta-feira para fazer sua declaração preliminar de adesão à loteria.
Confira a lista dos clubes selecionados:
1-América Futebol Clube-RN
2-Botafogo de Futebol e Regatas-RJ
3-Clube Atlético Mineiro-MG
4-Clube Atlético Paranaense-PR
5-Clube de Regatas do Flamengo-RJ
6-Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ
7-Clube Náutico Capebaribe-PE
8-Cruzeiro Esporte Clube-MG
9-Esporte Clube Juventude-RS
10-Figueirense Futebol Clube-SC
11-Fluminense Football Club-RJ
12-Goiás Esporte Clube-GO
13-Grêmio Futebol Porto Alegrense-RS
14-Parará Clube-PR
15-Santos Futebol Clube-SP
16-São Paulo Futebol Club-SP
17-Sociedade Esportiva Palmeiras-SP
18-Sport Club Corinthians Paulista-SP
19-Sport Club do Recife-PE
20-Sport Club Internacional-RS
21-Associação Atlética Ponte Preta-SP
22-Associação Portuguesa de Desportos-SP
23-Avaí Futebol Clube-SC
24-Brasiliense Futebol Clube-DF
25-Ceará Sporting Club-CE
26-Clube de Regatas Brasil (CRB)-AL
27-Clube do Remo-PA
28-Coritiba Footbal Club-PR
29-Criciúma Esporte Clube-SC
30-Esporte Clube Santo André-SP
31-Fortaleza Esporte Clube-CE
32-Grêmio Esportivo Barueri-SP
33-Ipatinga Futebol Clube-MG
34-Ituano S/C de Futebol Ltda.-SP
35-Marília Atlético Clube-SP
36-Paulista Futebol Clube-SP
37-Santa Cruz Futebol Clube-PE
38-São Caetano Futebol Ltda-SP
39-Sociedade Esportiva do Gama-DF
40-Vitória S/A-BA
41-ABC Futebol Clube-RN
42-Esporte Clube Bahia S/A-BA
43-Paysandu Sport Club-PA
44-Nacional Futebol Clube-AM
45-Mixto Esporte Clube-MT
46-Rio Branco Football Club-AC
47-Centro Sportivo Alagoano (CSA)-AL
48-Rio Branco Atlético Clube-ES
49-Club Sportivo Sergipe-SE
50-Sampaio Correia Futebol Clube-MA
51-River Atlético Clube-PI
52-Botafogo Futebol Clube-PB
53-Ypiranga Clube-AP
54-Atlético Roraima Clube-RR
55-Operário Futebol Clube-MS
56-Ji-Paraná Futebol Clube-RO
57-Palmas Futebol e Regatas-TO
58-Guarani Futebol Clube-SP
59-América Futebol Clube-MG
60-Clube Atlético Bragantino-SP
61-Londrina Esporte Clube-PR
62-Associação Atlética Internacional-SP
63-Uberlândia Esporte Clube-MG
64-União São João Esporte Clube-MG
65-Tuna Luso Brasileira-PA
66-Villa Nova Futebol Clube-GO
67-Clube Atlético Juventus-SP
68-Vila Nova Futebol Clube-GO
69-Americano Futebol Clube-RJ
70-Esporte Clube XV de Novembro-SP
71-Atlético Clube Goianense-GO
72-Olaria Atlético Clube-RJ
73-União Agrícola Barbarense Futebol Clube-SP
74-São Raimundo Esporte Clube-AM
75-América Futebol Clube-RJ
76-Desportiva Capixaba-ES
77-Joinville Esporte Clube-SC
78-Bangu Atlético Clube-RJ
79-Treze Futebol Clube-PB
80-Moto Clube de São Luís-MA
81-Central Sport Club-PE
82-Botafogo Futebol Clube-SP
83-Associação Atlética Anapolina-GO
84-Sociedade Esportiva Recreativa Caxias do Sul-RS
85-Mogi Mirim Esporte Clube-SP
86-Volta Redonda Futebol Clube-RJ
87-Associação Desportiva Confiança-SE
88-Esporte Clube Nova Hamburgo-RS
89-Associação Esportiva Catuense-BA
90-Maranhão Atlético Clube-MA
91-Grêmio Maringá Sport Club Ltda-PR
92-Atlético Rio Negro Clube-AM
93-Campinense Clube-PB
94-Ferroviário Atlético Clube-CE
95-Guarany Sporting Club-CE
96-Fluminense de Feira Futebol Clube-BA
97-América Futebol Clube-SP
98-Goiatuba Esporte Clube-GO
99-União Esporte Clube Rondonópolis-MT
MPV 254/2005 (MEDIDA PROVISÓRIA) 29/06/2005
Ementa: REVOGA A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 249, DE 4 DE MAIO DE 2005, QUE DISPÕE SOBRE A INSTITUIÇÃO DE CONCURSO DE PROGNÓSTICO DESTINADO AO DESENVOLVIMENTO DA PRÁTICA DESPORTIVA, A PARTICIPAÇÃO DE ENTIDADES DESPORTIVAS DA MODALIDADE FUTEBOL NESSE CONCURSO, O PARCELAMENTO DE DÉBITOS TRIBUTÁRIOS E PARA COM O FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS.
Situação: CONVERTIDA
Chefe de Governo: LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Origem: EXECUTIVO
Fonte: D.O.U. DE 29/06/2005, P. 1 (EDIÇÃO EXTRA)
Link: Texto Integral

Referenda: CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - CC-PR
Alteração: ATO DO PRESIDENTE DA MESA DO CONGRESSO NACIONAL DE 17/08/2005 - D.O.U. DE 18/08/2005, P. 1: PRORROGA A VIGÊNCIA PELO PERÍODO DE SESSENTA DIAS, A PARTIR DE 28/08/2005.
DISPONÍVEL EM: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Congresso/atocnmpv254-05.htm

CONVERTIDA NA LEI 11.186, DE 19/10/2005

Correlação:
Interpretação:
Veto:
Assunto: REVOGAÇÃO, MEDIDA PROVISÓRIA, CORRELAÇÃO, CRIAÇÃO, CONCURSO DE PROGNÓSTICO, LOTERIA ESPORTIVA, (CEF), PARTICIPAÇÃO, ENTIDADE, CLUBE, FUTEBOL. CRITÉRIOS, ENTIDADE, ESPORTE, PARCELAMENTO, DÉBITOS, NATUREZA TRIBUTÁRIA, (FGTS)
Classificação de Direito: DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO TRIBUTÁRIO OUTRAS ESPÉCIES DE TRIBUTOS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
Casa Civil da Presidência da República
20 de Outubro de 2005. Congresso Nacional revoga MP 249/2005. A revogação da MP foi feita por meio da Lei nº 11.186/2005. Instituído o Comitê Nacional de ...
www.planalto.gov.br/casacivil/site/stat…
Lei 11.186/05 - Lei nº 11.186 de 19.10.2005

D.O.U: 20.10.2005


Faço saber que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA adotou a Medida Provisória nº 254, de 2005, que o Congresso Nacional aprovou, e eu, Renan Calheiros, Presidente da Mesa do Congresso Nacional, para os efeitos do disposto no art. 62 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, combinado com o art. 12 da Resolução nº 1, de 2002-CN, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º Fica revogada a Medida Provisória nº 249, de 4 de maio de 2005.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Senado Federal, em 19 de outubro de 2005; 184º da Independência e 117º da República.
Senador RENAN ( continua ... )
Clique e Leia a íntegra deste documento.
Clubes brasileiros acumulam R$ 2,4 bi em débitos; Flu é o mais endividado.
Das agências internacionais
No Rio de Janeiro

Fluminense é o clube com a maior dívida; agremiação carioca soma R$ 319,7 mi em débitos
Os CLUBES BRASILEIROS DE FUTEBOL profissional acumulam R$ 2,4 bilhões em dívidas, segundo auditoria emitida nesta quarta-feira pela Agência Brasil. De acordo com o relatório, 57% do débito é com o Estado.
A dívida com o governo se refere a IMPOSTOS QUE DEIXARAM DE SER PAGOS, contribuições ao seguro social que não foram depositadas e multas pelos atrasos. A auditoria foi feita pela Casual Auditores, em associação com a empresa Parker Randall.
Segundo o relatório, a dívida cresce gradualmente a cada ano, e atualmente é quase dobro do valor de 2006, quando o rombo era de R$ 1,3 bilhão. O débito com o Estado também cresceu, indo de 52% a 57%.
“O aumento da dívida reflete o fato de que as principais obrigações dos clubes são fiscais, ou seja, as dívidas fiscais”, disse o economista Carlos Aragaki, um dos responsáveis pelo estudo.
O especialista vê na TIMEMANIA, loteria criada para amenizar a situação dos clubes, um dos vilões do problema. Segundo Aragaki, o jogo fez com que os clubes assumissem mais dívidas, esperando que as mesmas fossem sanadas pela TIMEMANIA.
De acordo com a auditoria, o Fluminense é o clube mais endividado, com um rombo de R$ 319,7 milhões. Em seguida aparecem Botafogo (R$ 301 milhões), Atlético-MG (R$ 293,4 milhões), Vasco (R$ 291 milhões) e Flamengo (R$ 278 milhões). Santos, Corinthians, Internacional, Grêmio, São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro também possuem débitos superiores a R$ 50 milhões.
O estudo indica que, apesar da dívida, os clubes conseguiram aumentar sua renda em 14,7% no ano passado. As agremiações que mais reduziram seus débitos são Corinthians, Flamengo, Internacional e São Paulo.
Segundo o relatório, 27% da renda dos clubes são procedentes das cotas obtidas por meio do direito de transmissão televisivas, enquanto 21% referem-se a transferências de jogadores. Patrocínio e publicidade equivalem a 16% do montante, enquanto os ingressos contribuem com 12%.
A DÍVIDA DOS CLUBES BRASILEIROS
28/06/2010 in 1
Governo é credor de mais da metade da dívida
dos CLUBES DE FUTEBOL
Mais da metade das dívidas dos clubes de futebol do Brasil são com o governo. E o valor só vem crescendo. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pela empresa de auditoria Casual Auditores, especializada em clubes de futebol, junto à Parker Randall, e apresentado esses dias em São Paulo. O estudo foi desenvolvido apoiando-se na análise das demonstrações financeiras dos clubes nos últimos quatro anos.
Segundo o estudo, a dívida dos clubes de futebol do Brasil ultrapassou R$ 2,4 bilhões em 2009. Em 2006 estava em R$ 1,3 bilhão. A dívida fiscal, em 2006, correspondia a 52% do total das dívidas, seguida pelas dívidas cível e trabalhista (25%) e empréstimos (23%). No ano passado, a dívida fiscal já representava 57% do total (cerca de R$ 1,3 bilhão), seguida pelos empréstimos (23%) e pelas dívidas de natureza cível e trabalhista (19%).
“O aumento se deve porque a principal dívida dos clubes é a fiscal, com o governo. São os impostos atrasados. O governo até criou uma loteria, a Timemania, que viria a angariar parte da receita da loteria para abater essas dívidas. Mas o fato é que a loteria não vingou porque as receitas não são grandes, o clube parcelou 100% de suas dívidas nessa TIMEMANIA – em 240 parcelas – e agora tem de honrá-las. E como o clube não paga, sob os passivos de impostos incidem uma variação da taxa Selic [taxa básica de juros do governo federal], que é alta, e mais uma multa. Então, a tendência é que os passivos continuem aumentando”, explicou Carlos Aragaki, um dos responsáveis pela estudo.
Dois clubes cariocas lideram o ranking dos endividados. No ano passado, o clube com a maior dívida era o Fluminense, com R$ 319,7 milhões (R$ 162,2 milhões referentes à dívida fiscal), seguido pelo Botafogo, com R$ 301 milhões (dívida fiscal de R$ 152,7 milhões). No entanto, o clube com a maior dívida fiscal é o Flamengo, que deve R$ 223,6 milhões ao governo.
A lista dos maiores devedores (incluindo dívidas de todas as naturezas) segue com o Atlético/MG (R$ 293,4 milhões), Vasco da Gama/RJ (R$ 291 milhões), Flamengo/RJ (R$ 277,8 milhões), Santos/SP (R$ 153,5 milhões), Internacional/RS (R$ 142,9 milhões), Corinthians/SP (R$ 128,6 milhões), Grêmio/RS (R$ 126 milhões), São Paulo/SP (R$ 114,1 milhões), Palmeiras/SP (R$ 102,6 milhões), Cruzeiro/MG (R$ 92,7 milhões), Coritiba/PR (R$ 50,4 milhões) e Atlético/PR (R$ 20,1 milhões).
Para Aragaki, a redução dessas dívidas só virá num novo acordo entre o governo e os clubes. “Ou os clubes negociam com o governo uma solução ou continuarão nesse passo, empurrando com a barriga e, enquanto isso, os números do balanço vão sempre aumentando”.
As dívidas aumentaram, mas os clubes também arrecadaram mais. Houve um aumento de 14,7% nas receitas entre 2008 e 2009, quando os clubes passaram a arrecadar R$ 1,4 bilhão. O clube que teve a maior receita total no ano passado foi o Corinthians (R$ 181,5 milhões), seguido por Internacional (R$ 176,2 milhões) e São Paulo (R$ 174,8 milhões). Do total de receitas, 27% correspondem a cotas de televisão e outros 21% à transferência de atletas. A bilheteria respondeu por 12% do total das receitas e os patrocínios e publicidades, 16%.
“Pela primeira vez, a cota de TV ultrapassou a receita da venda de atletas. Não significa dizer que a venda de atletas não voltará a ser, nos próximos anos, a principal fonte de receitas, já que a crise na Europa pode ter afetado as finanças de cada clube”, disse Aragaki.
24Horas News
NOSSOS COMENTÁRIOS PARA MELHORAR ESSE QUADRO
• O Governo não teve a iniciativa de reestruturar a TIMEMANIA de forma a efetivamente reduzir o passivo fiscal dos clubes.
• Os clubes não tem uma agenda comum a todos, com comissões para tratar cada tema.
• TIMEMANIA é um dos mais importantes.
• Precisa ser redesenhada e priorizada dentro da Caixa Econômica
• Valores defasados de preços de ingressos reduzem a participação dessa receita.
• Estatísticamente o percentual deveria ser de no mínimo de 25%.
• Crescimentos das receitas de Tv apenas na Série A
• Falta de uma Agencia Reguladora para fiscalizar e exigir equilíbrio fiscal.
• Não gastar mais do que arrecada.
• Já existe com sucesso na França e agora criaram na Espanha aonde a maioria dos clubes tambem estão endividados.
• Criação de Ligas de Clubes para organizarem os campeonatos.
• As Federações ficam muito distantes dos clubes.
• Os maiores já geram receitas importantes e conseguem administrar melhor seus passivos.
• A venda de atletas não deveria ser uma das principais fontes de receitas mas sim representar um percentual abaixo da TV e da Bilheteria.
• Na Série B os números são exponencialmente menores mas as dívidas também.
• Como consequencia o nível técnico está estagnado e o crescimento dos clubes tambem.
• Os clubes ainda se beneficiam da redução do pagamento do imposto patronal do INSS.
• Enquanto as empresas pagam 20%, os clubes descontam na renda de seus jogos cerca de 5 %. No final pagam bem menos. Em situações boas de arrecadação mensal de jogos o benefício pode chegar no máximo a 30% do que poderiam pagar se estivessem pagando o Patronal normalmente.
COPA NO BRASIL
CUSTA MAIS CARO
que as três últimas edições somadas
O custo da Copa do Mundo no Brasil será maior do que a soma do total investido nas últimas três edições do evento, no Japão, Coreia, Alemanha e África do SuL.
Além disso, se os orçamentos das obras dos estádios e de infraestrutura urbana e de transporte continuarem a ser reajustados para cima no ritmo atual, a Copa do Mundo do Brasil terminará custando mais do que todas as outras juntas.
A conclusão vem de um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal. A análise compara as cifras investidas pelos países-sedes em todas as intervenções que levaram a rubrica de "obra da Copa" dada pelos comitês organizadores.
Segundo o consultor do Senado Alexandre Guimarães, que ancorou seus cálculos em estudos feitos por institutos econômicos internacionais, as copas do mundo de Japão e Coreia (2002), Alemanha (2006) e África do Sul (2010) consumiram, juntas, US$ 30 bilhões (US$ 16 bilhões, US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões, respectivamente), enquanto todas as Copas da história juntas teriam consumido US$ 75 bilhões. No Brasil, afirma Guimarães, os gastos atuais, segundo as autoridades de governo e empreiteras envolvidas nas obras somam US$ 40 bilhões.

Trata-se de uma previsão conservadora, baseada no que se espera consumir de recursos em obras que, em muitos casos, ainda nem começaram. Tais projetos costumam ser concluídos com gastos finais muito superiores aos previstos no início da empreitada.
JOGOS PAN-AMERICANOS
Nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro de 2007, por exemplo, o custo final foi dez vezes superior ao calculado no início das obras.
As obras para a Copa parecem estar seguindo o mesmo caminho.
Os projetos de infraestrutura de transporte em Cuiabá (MT), por exemplo, estavam orçados pelo Ministério dos Esporte em R$ 488 milhões. Este seria o custo para construir apenas três corredores de ônibus.
Recentemente, porém, a autoridade estadual matogrossense achou por bem alterar os planos aprovados pelo governo federal, construindo, ao invés dos corredores, uma linha 0de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), orçada inicialmente em R$ 1,1 bilhão, em uma cidade de 500 mil habitantes e trânsito pouco carregado.
MARACANÃ
Já a reforma no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, que foi orçada inicialmente em R$ 700 milhões, já foi recalculada para R$ 956 milhões, e a obra só vai terminar em dezembro de 2012.
SÃO SALVADOR
Já a Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), tinha um custo previsto no início da construção de R$ 591 milhões. Atualmente, com 18% da obra concluída, os cálculos estão em R$ 835 milhões. Trata-se de uma parceria público-privada (PPP), mas cerca de 75% do custo total será financiado por bancos de fomento estaduais e federais.
"O problema é que o governo brasileiro resolveu reorganizar o país todo às custas da Copa. Nossa malha aeroviária e de aeroportos carece de reformas e ampliações há anos. Agora, porém, tudo será feito às pressas e com prazo definido para estar pronto, o que naturalmente vai encarecer todas as obras", explica Guimarães.

Com exceção da Copa do Japão e Coreia, "quando foram construídos 20 estádios e estruturas para abrigar duas copas, uma em cada país", o evento mais caro foi na África do Sul (US$ 8 bilhões), onde, além de praças esportivas, foram construídos trens rápidos, rodovias e aeroportos.
"No Brasil, estamos fazendo a mesma coisa, que é a fórmula ideal para se gastar mais do que se deve em obras públicas que são necessárias", conclui o consultor.

Agora, desafio do Corinthians é dar garantias de R$ 520 milhões ao BNDES
Dario Rodrigues | julho 13, 2011 at 3:28 pm | Categories: Notícias | URL: http://wp.me/p7UrS-1xo

Roberto Pereira Souza*
Em São Paulo
O maior desafio para a Odebrecht / Corinthians agora é obter junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) os R$ 400 milhões oferecidos como empréstimo pelo Governo Federal a todas as sedes da Copa-2014 para a construção de um novo estádio dentro do padrão internacional da Fifa. Pela planilha da construtora e do clube, o custo da obra está orçado em R$ 820 milhões. Para fechar a contabilidade do projeto, serão necessários, além do dinheiro do banco estatal, os R$ 420 milhões oferecidos pela Prefeitura de São Paulo, em títulos de isenção de IPTU e ISS, que serão vendidos no sistema financeiro.
Como é a Odebrecht que garantirá o pagamento do empréstimo junto ao BNDES, a garantia exigida pelo banco estatal chegará a 130% do valor emprestado, ou o equivalente a R$ 520 milhões. Isso porque, de acordo com as regras do banco, este é o valor que deve ser oferecido como garantia para que o financiamento seja liberado. Esse montante será oferecido ao banco intermediário que fechará a operação, outra exigência da instituição federal. Até o momento, a Odebrecht não entrou com um pedido formal para tomar o empréstimo. Segundo o UOL Esporte apurou, o Banco do Brasil será o provável intermediário.
POR QUE A CONSTRUTORA É AVALISTA E GARANTIDORA DESSE EMPRESTIMO?
À TITULO DO QUE?
OBRA SUPERFATURADA?
POR QUE BANCO DO BRASIL E NÃO O BRADESCO / ITAU / SANTANDER?
COM CERTEZA É DINHEIRO DE NINGUEM.
Segundo um agente financeiro que acompanha de perto as negociações, todo esforço agora está concentrado na oferta de garantias ao BNDES.
“O projeto financeiro já está pronto. A construtora lançará um fundo imobiliário para grande investidores. Além disso, oferecerá o direito a parte da receita da nova arena, incluindo o patrocínio comercial (uma empresa privada poderá batizar estádio). "Está sendo criada uma empresa específica para receber esse dinheiro do BNDES, juridicamente enquadrada como Sociedade de Propósito Específico (SPE). O dinheiro sairá em nome dessa sociedade e as garantias serão oferecidas pela Odebrecht”, revelou o negociador. No caso da operação privada entre Odebrecht e Corinthians, a barreira das garantias vem sendo a rocha mais dura no caminho dos engenheiros do novo Itaquerão.
Em relação às outras sedes da Copa, oito cidades já pediram o dinheiro ao banco. Seis contratos foram aprovados e dois foram reprovados : Belo Horizonte (BH) e Natal (RN). Qualquer arena estadual terá mais facilidade na oferta de garantias: o BNDES aceita como garantia de pagamento do empréstimo os repasses federais feitos por fundos de participação, (dinheiro que o Tesouro Nacional libera aos Estados todos os anos). Basta que os governos interessados no financiamento autorizem o desvio direto das contas do Tesouro para a cobrança do BNDES, em caso de não cumprimento dos acordos do financiamento.
O protocolo endurece mesmo quando entidades de capital privado se candidatam ao empréstimo milionário das arenas da Copa.
Se uma empresa privada não tiver ações na Bolsa de Valores, “o índice de garantia real deverá corresponder , no mínimo, a 130% do valor emprestado”, estabelece o protocolo do BNDES, relativo ao programa de financiamento batizado de pró-arenas (estádios da Copa-2014).
Isso significa que a parceria Odebrecht/Corinthians (que não possui ações na Bolsa), por exemplo, deve apresentar uma garantia real ou carta de fiança bancária no valor mínimo de R$ 520 milhões. Cada real emprestado exige o correspondente em garantia, para quem opera na Bovespa. Como a Odebrecht não opera na Bovespa, a garantia será de, no mínimo, R$ 520 milhões (ou 130% do valor contratado, livre de taxas contratuais, remunerações e juros ao ano).
Outra diferença: a análise de risco de crédito para Estados é padrão de 1% ao ano. Já o cliente privado que tiver um rating muito bom poderá obter um índice de risco menor que o de um Estado. Se não tiver bom rating, o risco pode chegar ao teto 3,75% ao ano, de acordo com informações do BNDES.
Para qualquer candidato ao empréstimo, público ou privado, o custo padrão será o da taxa de juros de longo prazo (TJLP) de 6% ao ano. Além disso, o cliente pagará 0,9% ao BNDES por remuneração anual (juro). O cliente público pagaria, então, 6,09% ao ano, mais 1% de taxa de risco anual, totalizando 7.09% ao ano.
Os oito pedidos de empréstimo formais que foram encaminhados o BNDES vieram dos seguintes Estados: Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Bahia e Minas Gerais. Os três últimos ainda não foram aprovados. Quatro casos de parceria público-privada foram encaminhados, tendo os governos estaduais como tomadores: Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. O dinheiro para obras em arenas da Copa-2014 ficará disponível no BNDES até o dia 31 de dezembro de 2011.
* Colaborou Vinícius Segalla
EMPRÉSTIMOS DO BNDES PARA ESTÁDIOS DA COPA

Cidades-sede Quem entrou com pedido de empréstimo Quem ainda não teve o pedido aprovado Quem ainda não entrou com pedido
Brasília (DF) X
Belo Horizonte (MG) X X
Cuiabá (MT) X
Curitiba (PR) X
Fortaleza (CE) X
Manaus (AM) X
Natal (RN) X X
Porto Alegre (RS) X
Recife (PE) X
Rio de Janeiro (RJ) X
Salvador (BA) X X
São Paulo (SP)

COMITÊ DA COPA DE 2014 TERA R$ 1,38 BILHÃO
Entidade já reservou o montante para despesas com a Copa do Mundo no Brasil
Michel Castellar
Publicada em 17/11/2010 às 06:35
Nos cofres do Comitê Organizador Local já há uma previsão de entrada de R$ 1,38 bilhão referentes às despesas da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O montante administrado em parceria com a Fifa deverá ser usado, entre outras finalidades, para a gestão da competição, workshops, acomodações, produção de TV e pagamento de prêmios aos jogadores.

A quitação de parte dessas despesas será uma das obrigações do comitê que também terá a prerrogativa de tentar negociar os custos e baixá-los, fato que contribuiria ainda mais para a saúde financeira da Copa e a consequente obtenção de lucros.

Outro tema que movimentará muitos recursos, com participação ativa da empresa formada por Teixeira e a CBF é a venda de patrocínios.
Para 2014, a Fifa espera chegar à cifra total de US$ 1,6 bilhão (R$ 2,72 bilhões), valor 30% superior ao obtido na Copa da África do Sul, em 2010.

A organização da Copa 2014 já anunciou um patrocinador nacional: o banco Itaú, que assinou o compromisso em abril de 2009, em cerimônia no Rio. Os valores do contrato não foram divulgados mas estima-se algo em torno de US$ 60 milhões (R$ 100 milhões) por cota.

POR QUE NÃO REVELAR?

A operadora de telefonia Oi e a cia. de alimentos Seara também já são patrocinadores da Copa. Outras negociações, envolvendo empresas nacionais, estão em curso.
RECEITAS

Da mesma maneira que calculou os gastos com a Copa 2014, a Fifa fez uma previsão de quanto obterá de receitas no mesmo período: US$ 3,8 bilhões (R$ 6,4 bilhões).

Desse total é que destinará os recursos para a organização do mundial brasileiro. E o restante será utilizado para os seus outros projetos.

COM A PALAVRA

Amir Somoggi - Diretor da área Esporte Total da Crowe Horwath RCS

"A evolução dos últimos anos nas receitas obtidas pela Fifa mostram que existe uma tendência de alta. Por isso, dificilmente a Copa do Mundo de 2014 não dará lucro tanto para a entidade máxima do futebol quanto para o Comitê Organizador Local.

Isso porque o lucro da FIFA não depende da receita de bilheteria dos jogos. Mas ele vem, basicamente, da comercialização dos direitos de TV no mundo inteiro e da venda de patrocínios, independentemente do lugar onde ocorrerá a Copa.

Isso sem contar a venda das chamadas áreas de hospitalidade, que também estão garantidas.

E essa tendência de crescimento de receitas, aliada às cotas de TV e patrocínio comercializadas são razões suficientes para sustentar que a possibilidade de a Copa do Mundo no Brasil não dar lucros é muito pequena.
A FIFA já estimou seu lucro líquido no período 2011 a 2014 em US$ 200 milhões (R$ 340 milhões) mas isso é uma perspectiva.

Nada impede que os ganhos sejam maiores. Depende das negociações ainda em andamento."

NÚMEROS DA COPA 2014
(ESTIMATIVA)
Receitas
US$ 3,8 bilhões (R$ 6,4 bilhões)

Patrocínios
US$ 1,6 bilhão (R$ 2,7 bilhões)

Lucro líquido
US$ 200 milhões (R$ 340 milhões)

Ingressos
Venda de 3,4 milhões de tíquetes

Empregos
85 mil vagas diretas de trabalho

TV
20 mil jornalistas

Turistas
Dois milhões de pessoas

Volutários
Vagas para 15 mil pessoas

Consumo I
Cinco milhões de litros de cerveja

Consumo II
Dois milhões de litros de refrigerantes
LEIA MAIS:
- RICARDO TEIXEIRA pode ficar com 100% dos lucros do COL da Copa.
- Procurador da Junta Comercial aponta erros no contrato do COL
- COL da Alemanha-2006 teve lucro de R$ 263,6 milhões
- Brasileiros são contra o atual modelo do Comitê da Copa
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CBF, Copa do Mundo 2014, Ricardo Teixeira

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Procurador da Junta Comercial aponta erros no contrato do COL
Gustavo Borba analisou contrato social e enumerou problemas. No fim, documento foi aprovado pelo Junta Comercial do Rio

Contrato prevê poderes a Teixeira no COL da Copa (Foto: Pedro Kirilos)
Michel Castellar
Publicada em 17/11/2010 às 06:20
O procurador regional da Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja), Gustavo Tavares Borba, foi claro em sua análise sobre o Contrato Social do Comitê Organizador Local e listou quatro pontos que, para ele, inviabilizariam a oficialização
do documento.

Em seu parecer, com data de 4 de junho de 2008, Borba foi enfático ao afirmar que a cláusula que deixa a critério dos sócios a distribuição dos lucros é irregular, principalmente, por ser a CBF uma entidade sem fins lucrativos. O procurador ressaltou ainda que não ter uma regra clara para a divisão configuraria um ato arbitrário.

CONFIRA O PARECER DA PROCURADORIA DA JUNTA COMERCIAL DO RIO

Além da divisão dos lucros, Borba destacou que outro ponto obscuro é o fato de o Estatuto da CBF não prever a participação da entidade em uma sociedade com fins lucrativos. Ele pede que o documento seja atualizado (o LANCENET! apurou que essa cláusula restritiva ainda se mantém no estatuto), bem como seja enviada eventual autorização por escrito da Assembleia Geral da entidade, documento ausente no pedido de registro do contrato social do comitê.

Por fim, o procurador da Jucerja observou que o nome da entidade poderá estar em desacordo com as leis. Ressaltou que, por conter o nome Fifa em sua razão social (Copa do mundo Fifa 2014 - Comitê Organizador Brasileiro Ltda.) a entidade deveria apresentar autorização da entidade máxima do futebol para o uso da expressão.

Apesar das restrições, o parecer do procurador não é proibitivo, mas apenas recomendação. Assim, o contrato foi acatado pela assembléia geral da Jucerja, que determinou seu registro. O deferimento é assinado pela secretária-geral, Valéria Gastar Massena Serra, em 11 de junho de 2008.
Comitê Organizador recebe garantias financeiras de estádio corintiano
11 de julho de 2011 • 21h16 • atualizado às 23h10
A. Notícia

Estádio corintiano terá que ficar pronto em 947 para seguir o cronograma e receber a abertura da Copa
Foto: Divulgação
A FIFA informou nesta segunda-feira que o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) recebeu dos organizadores paulistas as garantias financeiras para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, que será a sede de São Paulo no torneio. O documento foi entregue dentro do prazo estipulado pela entidade e agora será analisado.
O fato de o COL já ter recebido as garantias financeiras dos organizadores paulistas deixa o estádio paulista mais perto de cumprir o objetivo inicial, de que a maior cidade do País organize a abertura da Copa de 2014. Desde que os imbróglios entre Fifa e São Paulo, que teria o Estádio do Morumbi como sede, começaram, o primeiro jogo do Mundial está sob xeque. Cidades como Brasília e Rio de Janeiro pleiteavam ser a casa do pontapé inicial do torneio.
Recentemente, o estádio corintiano recebeu a aprovação da Câmara Municipal de São Paulo do Projeto de Lei 288/2011, do Executivo. Assim, a Prefeitura da capital poderá conceder até R$ 420 milhões de incentivos fiscais para a construção da arena no bairro de Itaquera, na zona leste da cidade.
As obras em Itaquera tiveram início em maio deste ano, e o estádio deverá ser erguido até o final de dezembro de 2013, segundo previsão da construtora Odebrecht. Atualmente, apenas o processo de terraplanagem está sendo feita no local. O custo estimado inicial do projeto era de aproximadamente R$ 700 milhões, mas acabou subindo para R$ 1 bi.
QUE EDITAL É ESSE?
QUE EMPRESA É ESSA CUJOS FUNCIONARIOS NÃO POSSUEM A DEVIDA CAPACIDADE DE ELABORAR UM PROJETO / PLANILHA DE PREÇO PARA LICITAÇÃO?
SE A EMPRESA ERROU NO CÁLCULO, NA PLANNILHA DE ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO DA OBRA, QUE ASSUMA A RESPONSABILIDDE E OS CUSTOS EXCEDENTES ATÉ O FINAL. ESTES ADITIVOS SE CONSTITEM EM FRAUDE. EM CRIME. A LICITAÇÃO VISA OBTER O MENOR PREÇO. DESSA FORMA PARA QUE SERVIU A LICITAÇÃO?
PARA ISSO FOI FEITA UMA LICITAÇAO. DESSA FORMA É FRAUDE.
A EMPRESA PERDEDORA PARTICIPANTE TEM O LEGÍTIMO DIREITO DE CONTESTAR.
Agora, a cidade de São Paulo aguarda a análise do COL das garantias fiscais entregues pelos paulistas e também a decisão de qual cidade sediará a abertura da Copa do Mundo. A Fifa fará o anúncio oficial em outubro deste ano.
Jornal:
Fifa desiste de fazer lobby por parceiro nas sedes de 2014
16 de julho de 2011 • 09h22 • atualizado às 09h34
Presidente do COL, Ricardo Teixeira informou que ADM deve perder privilégio na produção de brindes oficiais
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
O Comitê Organizador Local (COL) da Copa 2014 informou às cidades-sede da competição que a Fifa retirou a comissão de 17% para aqueles que não contratassem a ADM, parceira da entidade, na produção de brindes oficiais, é o que afirma notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo. A imposição da entidade máxima do futebol impediria concorrência obrigatória no uso do dinheiro público, o que foi classificado por deputados federais como "tráfico de influência".
Ainda de acordo com o jornal, a informação foi transmitida aos deputados pelo presidente do COL e da CBF, Ricardo Teixeira. A Fifa, contudo, afirmou apenas que irá avaliar a mudança e que a decisão só será tomada no final de julho. Com o fim da taxa por brindes, as cidades-sedes poderão contratar os fabricantes por meio de licitações, facilitando a economia de recursos públicos.
Secretário defende cronograma local
O secretário da Secopa/RN, Demétrio Torres, rebateu mais um ataque frontal à candidatura natalense veiculada pelo site do UOL. Ele reafirmou que as autoridades potiguares estão rigorosamente dentro do cronograma acertado com o Comitê Organizador Local (LOC) da Copa do Mundo, em dezembro de 2010, e não compreende o motivo de o site paulista continuar tentando minar as ambições potiguares dentro do maior evento esportivo do planeta. "Não gostaria de ser repetitivo, mas tudo aquilo que já disse reiteradas vezes sobre o projeto de Natal, continua valendo",ressaltou.júniorsantos
O secretário da Secopa, Demétrio Torres diz que está tudo em ordem
O atraso na demolição do estádio Machadão para construção da Arena das Dunas é um dos principais pontos de questionamento da reportagem, porém, Demétrio rebate a tese levantada pela matéria ressaltando que o canteiro de obras já vem sendo implantado de forma sistemática e que o início da demolição do antigo estádio deve ocorrer em meados de setembro. "O processo de demolição ocorrerá em setembro, nosso cronograma diz isso. Podendo ser um pouco antes ou um pouco depois do dia 15", afirma.
As autoridades potiguares ante dar ouvidos às especulações veiculadas quase todos os dias na grande mídia, prefere escutar palavras como a do engenheiro português Luís Silva, responsável pelo projeto do Estádio do Dragão, pertencente ao Futebol Clube do Porto/POR, com capacidade para 51 mil pessoas. Em recente palestra realizada na capital potiguar ele considerou os prazos para construção dos estádios brasileiros bastante razoáveis e informou que em algumas cidades da Europa, projetos do porte da Arena das Dunas chegam a ficar prontos no decorrer de um ano. O prazo de 30 meses foi apontado como uma meta boa de se cumprir.
"O estádio do Dragão tinha previsão de ficar pronto em um ano e dois meses, acabou sofrendo um atraso por questões políticas e ficou pronto com quatro meses de atraso, já que resolvemos parar as obras. Nós também tivemos de obedecer as regras rigorosas aplicadas na Europa", salientou o engenheiro português.
Dos questionamento realizados pelo UOL, afirmando que devido a casos como os de Natal, o governo federal começa a admitir a hipótese dos planos traçados para realização do Mundial se tornarem incapazes de ficar prontos até o dia da festa inicial, o único que o secretário para Assuntos Extraordinários Relativos a Copa no RN, Demétrio Torres, não soube responder foi quanto as 18 investigações em andamento no Ministério Público Federal sobre possíveis irregularidades referentes à gestão do aeroporto Augusto Severo, nas quais caso seja constatada alguma irregularidade, o MP pode sugerir o bloqueio das verbas destinadas ao projeto.
"Com relação a essa parte, ela cabe exclusivamente ao governo federal. Nós não temos controle sobre esses projetos de aeroportos. Pelo menos desconheço qualquer tipo de irregularidade, já que a reforma do Augusto Severo está em andamento", frisou Torres.
As demais intervenções federais no estado serão realizadas na melhoria do trânsito da avenida Engenheiro Roberto Freire. "Esses projetos executivos estão em fase final e as obras planejadas vão sair dentro do tempo previsto, não há com que se preocupar neste sentido", rebateu Demétrio Torres.
Quanto ao aeroporto de São Gonçalo, o projeto não é encarado como determinante para a realização da Copa em Natal, uma vez que após reformado, o terminal de passageiros de Parnamirim servirá para receber bem o fluxo de turistas que deverá rumar para capital potiguar no período da Copa do Mundo.
Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, iniciou a carreira nas redações dos jornais impressos, além de atuar como repórter esportivo no rádio. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC.
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Prioriza a informação que está longe do alcance das câmeras e microfones. Busca antecipar discussões e decisões tomadas por dirigentes, empresários, jogadores e políticos envolvidos com o futebol brasileiro.
08/07/2011
Ricardo Teixeira assina documento para abrir mão de isenção fiscal
O COL (Comitê Organizador da Copa de 2014) se comprometeu a abrir mão da isenção de impostos garantida aos negócios envolvendo o Mundial. O deputado federal Jonas Donizete (PSB-SP) afirmou ao blog que Ricardo Teixeira disse nesta quinta a parlamentares que faz questão de pagar todos os impostos.
“Falei que acredito na palavra dele, mas pedi se poderia deixar isso claro por escrito. E ele assinou uma declaração”, declarou Donizete, presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, que visitou o COL.
Teixeira não é de rasgar dinheiro. Por isso, seu gesto parece estar ligado à alergia que o cartola demonstra ter por fiscalizações do TCU nas contas das entidades sob sua batuta. O controle só é feito onde há dinheiro público. E a isenção pode dar margem para essa interpretação.
Na conversa com os deputados, o cartola mostrou documentos para sustentar que o COL já pagou R$ 10 milhões em impostos. A promessa não vale para a Fifa, que tem outro CNPJ e irá desfrutar das isenções.
Durante a visita, os deputados não fizeram perguntas sobre as denúncias de corrupção enfrentadas por Teixeira. E Romário, que foi quem mais cobrou explicações, não participou da visita.
Assim, diante das matérias copiadas e coladas, de responsabilidade de ilustres jornalista e profundos comentaristas esportistas, está caracterizado, demonstrado e vastamente comprovado que os CLUBES, SEM DISTINÇÃO, SEM EXCEÇÃO, NENHUM DELES POSSUI LASTRO FINANCEIRO, IDONEIDADE MORAL, ADMINISTRATIVA SUFICIENTE PARA SER CONTEMPLADO COM NENHUM CENTAVO À TÍTULO DE EMPRESTIMO. COM DINHEIRO PUBLICO. SEJA DO ENTE ESTADUAL, SEJA DO FEDERAL. ESTÃO TODOS COM FICHA SUJA. DEVERIAM CONSTAR NO SPC E SERASA BEM COMO OS PROPRIOS AORGÃOS ESTATAIS DEVERIAM INDEFERIR DE “OFICIO” QUALQUER PEDIDO / REQUERIMENTO DE BENEFÍCIO.
É ASSIM COM O CIDADÃO. TEM QUE SER COM OS CLUBES. RECOLHAM. PAGUEM. QUITEM SUAS DÍVIDAS COM OS ENTES PUBLICOS.
Todos esses contratos e ou pedidos de EMPRESTIMO OU CONVENIOS SE TRADUZEM EM VERDADEIRA”NEGOCIATAS”, TRANSFERENCIA DE DINHEIRO PUBLICO À TÍTULO DE FUNDO PERDIDO, COM VISIVEL PREJUIZO DO CIDADÃO CONTRIBUINTE. DEVENDO, PORTANTO SER TODOS SUMARIAMENTE, LIMINARMENTE SUSPENSOS, CANCELADOS, DIANTE DA FALTA DE AMPARO LEGAL, LASTRO FINANCEIRO E SUPORTE PARA HONRAR E PAGAR.
SOMOS TODOS IGUAIS PERANTE A LEI (DEVERIA)
O cidadão comum que tem o seu nome inserido no SPC / SERASA, por causa de uma conta de telefone de R$37,00, É UMA APESSOA DESTRUIDA, SEM CRÉDITO E SEM POSSIBILIDADE DE REALIZAR QALQUER ATIVIDADE. ATÉ MESMO PARA PROCURAR EMPREGO DE GARI.
Como se justifica essa discricionariedade para com os clubes de futebol.
É evidente que os lobos estão se vestindo de cordeiros para escalpelar os coelhos.
Estão se utilizando da maior PAIXÃO BRASILEIRA, O FUTEBOL, para se locupletarem. Desviar verbas públicas.
Os recentes escândalos, AS SEM VERGONHICES que estão ocorrendo em BRASILIA, COM AQUELE MESMO PALOCCI, DE 2006, AGORA COM O MINISTRO DOS TRANSPORTES, COM O SEU CHEFE DE GABINETE, COM O SEU DIRETOR, EMFIM, COM TODOS, pois lá é um verdadeiro sindicato do crime organizado, quadrilhas organizadas, como bem foi trazido pela imprensa. São a prova inconteste do que está ocorrendo nos bastidores dos órgãos, agentes financeiros, construtoras que estão se habilitando como fiadoras das obras, junto aos agentes públicos.
Se realmente pretendessem deixar um LEGADO DE BENFEITORIAS E SERVIÇOS para o cidadão, começariam construindo, equipando hospitais decentes, estradas, transportes, escolas, melhorando a segurança publica.
Onde estão os TRENS DO METRO, comprados e pagos há mais de ano?
O PROEJTO DO TREM BALA, que não sai do papel e por diversas vezes já foi suspenso.?
O metro PARA A BARRA DA TIJUCA, cuja obra se acha em fase de execução, agora querem mudar seu projeto inicial, reduzindo o trecho e estações sem no entanto REDUZIR O CUSTO FINANCEIRO.
Todas estas considerações não podem ser ignoradas por este Juízo.
Este Juízo, não pode estar alheio a este tisunami de corrupção que tomou conta do país.
A violência, a criminalidade está crescendo e invadindo os lares por causa desta promiscuidade. Parece que a filosofia predominante parece que é: “SE ELES PODEM ROUBAR BILHÕES, FAZEREREM SUAS MARACUTAIAS EU TAMBEM POSSO” AFINAL, ESTAMOS TODOS SOB A MESMA LEI E PRECEITO CONSTITUCIONAL.
O BNDES
Banco do povo para o povo, tem a obrigação de gerir da melhor forma e prestar contas do patrimônio do povo que lhe foi confiado e se encontra sob sua tutela e administração, sob pena de incorrer na prática de vários crimes iniciando por GESTÃO TEMERÁRIA E GESTÃO FRAUDULENTA.
Os CLUBES DE FUTEBOL, até prova em contrário, neste momento, só podemos qualificar como VERDADEIROS E MAIORES CALOTEIROS DO PAIS.
VIDEOS SOBRE RICARDO TEIXEIRA E CBF E FIFA E COB E COI
01) http://noticias.r7.com/videos/denuncia-internacional-envolve-dois-cartolas-brasileiros/idmedia/4ddc45a53d14d77fd02ffc29.html
02) http://noticias.r7.com/videos/veja-as-denuncias-de-corrupcao-sobre-ricardo-teixeira-no-domingo-espetacular/idmedia/4dde73133d149291b5c03202.html
03) http://noticias.r7.com/videos/domingo-espetacular-mostra-as-revelacoes-que-comprometem-ricardo-teixeira/idmedia/4de0f68db51a28cd0389ad4f.html
04) http://noticias.r7.com/videos/escandalo-na-fifa-complica-ricardo-teixeira/idmedia/4de2f8663d149291b5c2043e.html
05) http://noticias.r7.com/videos/romario-convida-ricardo-teixeira-a-dar-explicacoes-na-camara/idmedia/4de5807c3d14898684459c35.html
06) http://noticias.r7.com/videos/ricardo-teixeira-estaria-ligado-a-esquema-de-venda-ilegal-de-ingressos/idmedia/4dee52133d144894a1e509c6.html
07) http://noticias.r7.com/videos/jornal-noruegues-acusa-ricardo-teixeira-de-corrupcao-na-copa-da-africa-do-sul/idmedia/4deebf5d3d144894a1e53566.html
08) http://videos.r7.com/jornal-noruegues-acusa-ricardo-teixeira-de-outro-escandalo/idmedia/4deec6253d144894a1e53862.html
09) http://videos.r7.com/presidente-da-cbf-estaria-ligado-a-esquema-de-venda-ilegal-de-ingressos/idmedia/4def6b1ffc9b9e23cd21eaa9.html
10) http://noticias.r7.com/videos/domingo-espetacular-mostra-como-ricardo-teixeira-recebia-dinheiro-do-exterior/idmedia/4df55d01b51a686a13b89088.html
11)
DO PEDIDO
DA TUTELA ANTECIPADA
A redação do artigo 273 do CPC possibilita a antecipação dos efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, verbis:
“Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação e:
I – haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, ou
II – fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu”.
Comentando o instituto, o processualista Candido Rangel Dinamarco sintetiza a contribuição essencial e qualitativa da antecipação de tutela ao nosso direito processual:
“O novo art. 273 do Código Processo Civil, ao instituir de modo explícito e generalizado a antecipação dos efeitos da tutela pretendida, veio com o objetivo de ser uma arma poderosíssima contra os males do tempo no processo” ( In “A Reforma do CPC” 2º. Ed. Ver. E. ampl. São Paulo, Malheiros Editores, 1995)
Trata-se, como se vê, de realização imediata do direito, pois dá ao autor o bem da vida por ele pretendido, possibilitando a efetividade da prestação jurisdicional. Com a possibilidade de antecipação da tutela, presente prova inequívoca e convencido o Juiz da verossimilhança do alegado, a prestação jurisdicional poderá ser adiantada sempre que haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, ou, ainda, quando fique caracterizado abuso no direito de defesa, de regra mediante expedientes meramente protelatórios à conclusão do processo.
Os dois critérios gerais eleitos pelo legislador para a antecipação de tutela são, portanto, como dispõe a lei processual; prova inequívoca e verossimilhança do alegado. Comentando esses requisitos, o Juiz Federal Teori Albino Zavascki pondera que:
“Atento, certamente, à gravidade do ato que opera restrição de direitos fundamentais, estabeleceu o legislador, como pressupostos genéricos, indispensáveis a qualquer das espécies de antecipação da tutela, que haja (a) prova inequívoca e (b) verossimilhança da alegação. O fumus boni iuris deverá estar, portanto, especialmente qualificado; exige-se que os fatos examinados com base na prova já carreada, possam ser tidos como fatos certos. Em outras palavras; diferentemente do que ocorre no processo cautelar (onde há juízo de plausibilidade quanto ao direito e de probabilidade quanto aos fatos alegados), a antecipação da tutela de mérito supõe verossimilhança quanto ao fundamento de direito, que decorre de (relativa) certeza quanto à veracidade dos fatos. Sob esse aspecto, não há como deixar de identificar os pressupostos da antecipação da tutela de mérito, do art. 273, com os da liminar em mandado de segurança; nos dois casos, alem da relevância dos fundamentos (de direito), supõe-se provada nos autos a matéria fática. Assim, o que a lei exige não é, certamente, prova de verdade absoluta, que sempre será relativa, mesmo quando concluída a instrução, mas uma prova robusta, que, embora no âmbito de cognição sumária, aproxime, em segura medida, o juízo de probabilidade do juízo de verdade” (Antecipação da Tutela, editora Saraiva. São Paulo. 1997. Fls 75/75.
O conceituado processualista mineiro Jose Eduardo Carreira Alvim, ao examinar o juízo de delibação empreendido pelo Magistrado frente a verossimilhança dos fatos por ele apreciados, assim disserta:
“ A constatação da verossimilhança e demais condições que autorizam a antecipação da tutela dependerá sempre, de um juízo de delibação, nos moldes análogos ao formulado para fins de verificação dos pressupostos da medida liminar em feitos cautelares ou mandamentais. Esse juízo consiste em valorar os fatos e o direito, certificando-se da probabilidade de êxito na causa, no que pode influir a natureza do fato, a espécie de prova (prova pré-constituída), e a própria orientação jurisprudencial, notadamente sumulada.
“Esse juízo de delibação pode ter lugar prima facie e inaudita altera parte, em face da natureza do dano temido, ou num momento posterior, como, por exemplo, após a contestação, como acontece com a liminar no mandado de segurança, em que pode ser deixada para depois das informações. Essa possibilidade vem sendo pacificamente reconhecida pelos tribunais”. Código de Processo Civil Reformado. Ed. Del Rey. 2ª Ed. Belo Horizonte. 1995. pp. 103/105
Na ação civil pública a possibilidade de antecipação de tutela ganha relevo na medida em que com este instrumento processual visa-se a tutela de interesses difusos, coletivos e coletivos lato sensu, bens de vida para toda a sociedade, como no presente caso. Neste sentido, tem-se pronunciado a doutrina de Nelson Nery Junior e Rosa Maria Andrade Nery, em seu monumental Código de Processo Civil Comentado.
“A Antecipação da tutela. Pelo CPC 273 e 461, $ 3º, com a redação dada pela Lei 8952 / 94, aplicáveis à ACP (LAP 19), o juiz pode conceder a antecipação da tutela de mérito, de cunho satisfativo, sempre que presentes os pressupostos legais. A tutela antecipatória pode ser concedida quer nas ações de conhecimento, cautelares e de execução, inclusive de obrigação de fazer. V. Coment. CPC 273, 401, $ 3º. E CDC 84, $ 3º. “ ( 3º. Edição, revista ampliada, Revista dos Tribunais. 1997. pp 1149)
No caso ora posto sub judice, todos os requisitos exigidos pela lei processual para o deferimento da tutela antecipada encontram-se reunidos.
De fato, não há que se questionar sobre a efetiva realidade dos fatos, fartamente comprovados através de provas documentais, bem como INÚMERAS REPORTAGENS DISPONIBILIZADAS NA INTERNET. Alias, todos os réus reconhecem, admitem e até os próprios AGENTES REGULADORES FISCALIZADORES DOS SERVIÇOS CONCESSIONÁRIOS, PERMISSIONÁRIOS CONCEDIDOS, admitem a precariedade e iregularidades dos serviços. Os recentes casos noticiados em Brasília, comprovam os fatos relatados.
O perigo do dano irreparável também existe. Diz o artigo 84, $, 3°. Da Lei 8.078/90, aliás, nos mesmos termos do artigo 461 do Código de Processo Civil, que havendo justificado receio de ineficácia do provimento final pode o juiz conceder a tutela antecipada.
O periculum in mora é notório, na medida em que TODA A IMPRENSA NACIONAL DENUNCIA AS IRREGULARIDADES NO ÂMAGO DA ESTRUTURA DA PRESIDENCIA DA REPÚBLICA, O MINISTRO DOS TRANSPORTES E DIRETORES SÃO DEMITIDOS, OUTROS SÃO AFASTADOS E INVESTIGADOS E A PRESIDENTE DETERMINA QUE OS FATOS SEJAM METICULOSAMENTE INVESTIGADOS, MAS INSISTE EM MANTER E NOMEAR O ASCESSOR DAQUELE QUE FOI DENUNCIADO E AFASTADO E QUE PERTENCE AO MESMO PARTIDO E SUBSERVIENTE DAQUELE OUTRO QUE HÁ CINCO ANOS RESPONDE POR VARIOS ATOS IMPROBIDADE E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. O SENHOR RICARDO TEIXEIRA, O TODO PODEROSO, DO FUTEBOL MUNDIAL É DURANTE MAIS DE MÊS DENUNCIADO POR INCONTAVEIS IRREGULARIDADES E ATÉ AGORA NÃO JUSTIFICADAS, inúmeros consumidores, usuários de serviços públicos tem seus atendimentos prejudicados em diversos setores ou suspensos ou até mesmo cancelados, com a respectiva perda ou precariedade do serviço, ao mesmo tempo em que se verifica o enriquecimento ilícitos e sem causa;
De outra sorte, cristalinamente vislumbram-se os graves prejuízos de ordem patrimonial e moral, quando aos mesmos são destinados a ausência dos serviços ou aumento das elevadas tarifas mais elevadas, que deveriam cobrir os custos alegados pelas rés concessionárias para manutenção e modernização dos serviços. (exemplo disto é a atuação da light). Que não deixa de ser um problema para o Estado Brasileiro, considerando que será o PAÍS DA COPA. A incompetência e descaso para com o cidadão elegeram o RIO DE JANEIRO como sendo: “CIDADE MINADA” CIDADE BOMBA”. Até mesmo um jogo de video game foi criado com base nas bombas e nos BUEIROS. Todos esses fatos retratam a FALTA DE RESPEITO PARA COM O CIDADÃO.
Impor a essa enorme gama de CIDADÃOS, CONTRIBUINTES, CONSUMIDORES / USUÁRIOS, que já sofreram e continuam na iminência de outros gravames e prejuízos, o término da ação judicial para o gozo de seu direito seria manter, por prazo indefinido, a situação de injustiça e de violação aos seus direitos fundamentais.
Destarte, em face de todo o exposto nesta exordial, com sucedâneo no art. 273 e $ 1º. e 2º.e art. 461 e $ 3º. E 4º. Do CPC, c/c os arts. 12 e 19 da Lei nº 7.747/85 e 84 do Código de Defesa do Consumidor, REQUER A ASPAS ASSOCIAÇÃO DOS PASSAGEIROS, se digne Vossa Excelência a conceder, decisão liminar, observado o disposto no artigo 2º. S Lei nº. 8.437/92 determinando:
DOS PEDIDOS DE ORDEM LIMINAR
Obrigação não fazer – fazer e de fazer às có-rés BNDES – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL, CBF, consistente em:
A-1) SUSPENÇÃO, CANCELAMENTO DOS CONTRATOS DE FINANCIAMENTO E OU EMPRESTIMOS FINANCEIROS SEM AS DEVIDAS CAUTELAS ASSECURATORIAS DO PAGAMENETO;
B-2) IMPEDIMENTO, CANCELAMENTO, SUSPENSÃO DE EMPRESAS CONCESSINARIAS, PERMISSIONÁRIAS, LICITANTES, PARICIPANTES; GESTORAS, RESPONSÁVÉIS PELA OBRA, SEJAM FIADORAS, PAGADORAS, GARANTIDORA DO EMPRESTIMO, JUNTO AO AGENTE PUBLICO; Como explicar esse fato? A construtora licitante ser a garantidora do empréstimo.
Pretende, assim, a demandante fazer valer legitimamente a sua pretensão, porquanto estão induvidosamente presentes os pressupostos que evidenciam, não só sua atuação profissional jurídica assistencial em defesa, mas também a sua efetiva contribuição para melhoria DA QUALIDADE DOS SERVIÇOS, PROTEÇÃO AO ERÁRIO E PATRIMONIOS PUBLICOS, de forma a ensejar o seu direito de legal e legítimo representante formalmente constituído dos consumidores e usuários de bens e serviços.
Isto posto, em consonância com a vasta legislação federal requer também a atuação e participação como litisconsorte ativo do ilustre Procurador Federal da Republica, com sua NOBRE e PROFÍCUA INGERENCIA, INTERVINDO COMO PARTE, QUE É NA MISSÃO DE GUARDA, FISCAL DA LEI, EXECUÇÃO e DEFESA DA ORDEM JURÍDICA no sentido de que seja assegurado o direito ESTABELECIDO EM LEIS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS.
Pelo exposto, buscando prevenir que o pior não venha acontecer quando os danos de grave lesão à ordem, à saúde, a segurança e maiormente a economia pública, inevitavelmente conduzirá a prejuízos de proporções imprevisíveis em desprestigio de toda uma coletividade, com fundamento na LACP 7.347/85, art. 11 e 12, LEI FEDERAL Nº. 8.987/95, 8.666, requer:
Sejam os Réus Citados, através de seus representantes legais nos endereços mencionados, para, querendo, ofereçam resistência à presente pretensão, sob pena de revelia. Suportando os efeitos daí advindos;
I – Seja concedida LIMINAR, inaudita altera parte, no sentido de que o Agente Público BNDES, se abstenha de realizar contrato de empréstimos financeiros aos entes privados CLUBES DE FUTEBOL, sem o devido atendimento as devidas cláusula assecuratórias garantidoras do pagamento e ressarcimento aos cofres públicos.
“As restrições impostas, quer em via de segurança, quer em via de cautelar, não poderão ser absolutas. Nada pode ser absoluto. Caberá sempre ao Poder Judiciário interpretar a lei e aplicá-la ao caso concreto. Mesmo porque a exceção é sempre virtual” (Oliveira, Francisco Antonio de, Medidas Cautelares. Pág. 52
II – Expedição de ofício ao BNDES, para que sejam remetidos a este Juízo, CERTIDÃO, INFORMAÇÕES e COPIAS dos contratos firmados com os CLUBES DE FUTEBOL;
III – Requer seja julgado PROCEDENTE O PEDIDO INICIAL para decretar nulas de pleno direito os contratos de empréstimos financeiros realizados em desacordo, sem atendimento às cláusulas garantidoras dos empréstimos e com o interesse publico do BNDES, que é de titularidade do povo.
IV – Sejam os Réus Citados, através de seus representantes legais nos endereços mencionados, para, querendo, ofereçam resistência à presente pretensão, sob pena de revelia. Suportando os efeitos daí advindos;
V – Considerando-se que o art. 90 do Código do Consumidor determina a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil e da Lei da Ação Civil Pública, requer o autor, amparado no art. 94 do C.D.C, que seja determinada a Citação por Edital, a fim de possam as partes interessadas, intervirem no processo como litisconsortes.
VI - Protesta pela intimação e intervenção, como custos legis, na forma do art. 92 do Código de Proteção de e Defesa do Consumidor do ilustre Parquet do Ministério Público Federal; para promoção e atuação do que determina a Magna Carta Constitucional, em defesa da correta e eficiente aplicação e fiscalização da lei.
VII - Requer seja atendido o disposto no artigo 18 da Lei que regula a AÇÃO CIVIL PÚBLICA. (Isenção de custas judiciais e honorários -
VIII - Condenação dos demandados no pagamento de honorários advocatícios, custas processuais e demais cominações legais.

VIII – Sejam tornadas permanentes as decisões aqui prolatadas
XI – Requer a concessão do benefício da assistência judiciária gratuita, em face de não dispor de recursos para arcar com as despesas judiciais sem prejuízo do sustento próprio.

X - Atribui à causa o valor puramente simbólico de R$200,000,00 (Duzentos mil reais), podendo este juízo, em atendimento a legislação modificar para adequar a causa e aos contratos.


Termos em que
Aguarda deferimento.
Rio de Janeiro, 15 de julho de 2011.

KLEBER LUIZ BOTELHO
OAB 075445

ANTONIO GILSON DE OLIVEIRA
ADVOGADO

AS INFORMAÇÕES AQUI CONTIDAS NÃO PRODUZEM EFEITOS LEGAIS.
SOMENTE A PUBLICAÇÃO NO D.O. TEM VALIDADE PARA CONTAGEM DE PRAZOS.

0009920-43.2011.4.02.5101 Número antigo: 2011.51.01.009920-3
6001 - AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Autuado em 19/07/2011 - Consulta Realizada em 20/07/2011 às 15:36
AUTOR : ASPAS - ASSOCIACAO DOS PASSAGEIROS
ADVOGADO: KLEBER LUIZ BOTELHO PEREIRA
REU : UNIAO FEDERAL E OUTROS
Tipo da Parte
Nome da Parte AUTOR ASPAS - ASSOCIACAO DOS PASSAGEIROS
ADVOGADO
RJ075445 - KLEBER LUIZ BOTELHO PEREIRA
REU
UNIAO FEDERAL
REU
BNDES - BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO SOCIAL
REU CBF - CONFEDERACAO BRASILEIRA DE FUTEBOL

29ª Vara Federal do Rio de Janeiro - SANDRA MEIRIM CHALU BARBOSA DE CAMPOS
Distribuição-Sorteio Automático em 19/07/2011 para 29ª Vara Federal do Rio de Janeiro
Objetos: CONTRATOS DE DIREITO CIVIL; ATOS E PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
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SEM LIMINAR Para informação de secretaria em 19/07/2011 por JRJLOT
Ref: PROCESSO Nº 20115101009920-3 - 29ª VF

2 comentários:

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